- Uma comissão de inquérito público começa na segunda-feira para avaliar eventos, falhas e omissões antes dos ataques de Valdo Calocane em Nottingham e o que pode ser feito para evitar ocorrências semelhantes.
- Em 13 de junho de 2023, Barnaby Webber e Grace O’Malley-Kumar, ambos com 19 anos, foram mortos, e o zelador Ian Coates morreu; três pessoas ficaram gravemente feridas após Calocane também dirigir uma van contra pedestres.
- Emma Webber, mãe de Barnaby, diz que o inquérito precisa trazer a verdade completa e responsabilizar as instituições envolvidas.
- Relatórios apontam falhas no cuidado de Calocane: a Care Quality Commission descreveu erros e omissões, e uma revisão independente indicou várias falhas no tratamento hospitalar e, cerca de nove meses, sem contato com serviços de saúde mental ou com o médico de família.
- As famílias pedem responsabilização e questionam o marco legal que permitiu a ordem de hospitalização em vez de uma sentença de prisão, esperando divulgação de milhares de documentos durante o inquérito.
Em Nottingham, a mãe de Barnaby Webber pediu que a apuração pública revele a verdade completa sobre como Valdo Calocane pôde atacar. O inquérito terá início na segunda-feira para analisar os eventos, ações e omissões anteriores aos ataques.
Barnaby Webber, Grace O’Malley-Kumar, ambos com 19 anos, e Ian Coates, 65, foram mortos em 13 de junho de 2023. Na manhã seguinte, Calocane atropelou pedestres com uma van, deixando três feridos com gravidade. A investigação vai avaliar o atendimento de saúde mental, a atuação policial e outras providências.
Emma Webber, mãe de Barnaby, que trabalha na área de saúde, afirmou estar emocionalmente pressionada antes do começo do inquérito. Ela reforçou a necessidade de respostas completas e de responsabilização quando houver falhas.
A apuração analisará a assistência de Calocane pela NHS, bem como a relação com as forças de segurança. Relatórios anteriores indicaram falhas históricas em serviços de saúde mental entre 2020 e 2022, que, segundo avaliações independentes, deixaram risco à segurança pública.
Segundo a família das vítimas, houve repetidas falhas de comunicação e de transparência por parte de instituições envolvidas. O objetivo do inquérito é expor omissões sistêmicas e revisar o enquadramento legal que permitiu a internação de Calocane em vez de uma pena de prisão perpétua.
A polícia está sob supervisão de um órgão de combate à ética investigativa, que também analisa o papel das forças de Nottinghamshire e Leicestershire. A expectativa é de que milhares de documentos relacionados à assistência de Calocane possam ser tornados públicos.
As famílias de Webber, O’Malley-Kumar e Coates divulgaram um posicionamento comum, pedindo responsabilização por falhas administrativas. O texto enfatiza a necessidade de examinar serviços de saúde mental, policiamento e decisões judiciais.
Webber afirmou que o inquérito pode promover mudanças significativas, desde que haja compromissos claros e acompanhamento contínuo. Ela afirmou que acompanhará todas as sessões, até a conclusão prevista para junho, buscando justiça para seu filho.
O inquérito público terá como foco principal entender o que houve, o que poderia ter sido feito de diferente e quais medidas preventivas devem ser implementadas para evitar reincidências. A data de conclusão está prevista para o fim do próximo ano.
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