- O ministro Alexandre de Moraes votou para condenar os cinco réus acusados de planejar e mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de dois mil e dezoito, no Rio de Janeiro.
- Moraes rejeitou as questões preliminares apresentadas pelas defesas, mantendo o mérito da acusação.
- O voto destacou a motivação política do crime e ações de queima de arquivo, atribuídas à atuação de milícias.
- O ministro apontou que o crime envolve misoginia, racismo e discriminação, ressaltando que Marielle era uma mulher preta que confrontava milicianos.
- Moraes afirmou que o assassinato deve ser entendido como crime de domínio do crime organizado e de violência de gênero, e que os réus não esperavam tamanha repercussão.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou nesta quarta-feira para condenar os cinco réus acusados de planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. O voto iniciou pela rejeição das questões preliminares apresentadas pela defesa.
Moraes sustentou que existem provas suficientes para confirmar a participação dos acusados na execução. O relator destacou a motivação política do crime, associada a ações de grupos articulados por milícias. O entendimento aponta também para elementos de violência de gênero e discriminação contra Marielle, mulher preta e periférica que enfrentava os milicianos.
O ministro reforçou que o assassinato não pode ser visto apenas como um ataque a uma parlamentar, mas como parte de um crime organizado com mensagens de intimidação. Segundo Moraes, houve uma tentativa de desvalorizar o caso e evitar responsabilização dos agentes envolvidos.
Desdobramentos no julgamento
Ainda nesta linha, Moraes explicou que a punição buscaria demonstrar que a atuação de milícias e de interesses de determinados grupos não ficará impune. A votação continua com os demais ministros em reunião virtual, incluindo Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que ainda votam para definir o veredito.
Paralelamente, o magistrado destacou que o crime representou uma violação aos direitos humanos e à integridade de uma parlamentar de atuação pública. O plenário segue avaliando elementos de provas, sem adiantar cenários sobre eventual confirmação de condenação ou absolvição.
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