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PF mira ligar caso do banco Master ao escândalo do INSS

PF pede autorização para cruzar dados entre o caso Master e fraudes do INSS, buscando mapear fluxos financeiros desvirados e fundamentar indiciamentos

André Mendonça devolveu autonomia à Polícia Federal para periciar dispositivos. (Foto: Luiz Roberto/TSE)
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  • PF pediu autorização ao ministro do STF para cruzar dados entre o caso do banco Master e as fraudes contra aposentados do INSS, buscando confirmar se fundos do Master receberam recursos desviados.
  • A hipótese é de ecossistema de fraudes ligado, com fundos geridos pelo Master supostamente recebendo valores descontados de aposentados, o que pode somar até R$ 6 bilhões.
  • O relator André Mendonça devolveu autonomia à PF, aumentando o número de peritos para analisar aparelhos e documentos apreendidos.
  • A investigação sobre a venda do Master ao BRB está na fase final e deve ter conclusão até meados de março; pode resultar em indiciamento e definição sobre o destino do processo.
  • Também há apuração de possível lavagem de dinheiro por meio de fundos de investimento vinculados ao Master, com relação a operações da Operação Carbono Oculto e uso de influenciadores.

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para cruzar dados entre as investigações do banco Master e as fraudes contra aposentados do INSS. A intenção é identificar se a instituição geriu recursos desviados da Previdência Social.

A linha de investigação aponta para um possível ecossistema de fraudes interligadas. Há suspeita de que fundos geridos pelo Master tenham recebido recursos oriundos de aposentados e pensionistas indevidos. O cruzamento de dados visa mapear fluxos, operadores e estruturas usados no desvio, que pode chegar a bilhões de reais.

Com Mendonça no cargo de relator, a PF ganhou autonomia maior para atuarem analistas. O ministro expandiu o acesso a peritos autorizados para examinar dispositivos e documentos apreendidos, aumentando a capacidade de andamento das apurações.

Em que estágio fica a frente sobre a venda do banco ao BRB

A linha sobre a eventual venda do Master ao Banco de Brasília está na fase final, com conclusão prevista para meados de março. A suspeita envolve uso de informações financeiras falsas para sustentar uma oferta, incluindo ativos inflacionados.

O relatório final poderá indicar indiciamentos e ajudará Mendonça a decidir se o caso permanece no STF ou é encaminhado a instâncias inferiores da Justiça. O objetivo é consolidar os fatos antes de decisões processuais relevantes.

Influenciadores digitais e operações de comunicação

A PF investiga se uma equipe ligada ao dono do Master, Daniel Vorcaro, contratou cerca de 40 influenciadores para pressionar o Banco Central e autoridades financeiras. A meta seria influenciar decisões regulatórias após a liquidação do banco no fim de 2025.

A apuração busca rastrear pagamentos e contratos que comprovem o uso de redes sociais para interferir no sistema financeiro. As informações analisadas indicam possíveis vínculos com estratégias de pressão institucional.

Ligação com crime organizado e lavagem de dinheiro

Outra frente avalia se o Master foi usado para lavagem de dinheiro por meio de fundos de investimento suspeitos. A PF cruza dados com a Operação Carbono Oculto, que revelou um esquema de adulteração de combustíveis ligado ao crime organizado.

Os investigadores trabalham para entender se estruturas financeiras complexas serviram para ocultar a origem ilícita de recursos. A linha envolve a possibilidade de conexões entre operações do Master e redes criminosas maiores.

Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa sobre o tema.

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