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STF condena, por unanimidade, autores do assassinato de Marielle Franco

Painel da Suprema Corte condena ex-deputado e mais quatro pela participação no assassinato de Marielle Franco, ligado a esquema de grilagem

New trial begins in the Marielle Franco murder case, in Brasilia
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  • Um painel do Supremo Tribunal Federal votou, por unanimidade, pela condenação de um ex-deputado e de quatro investigados pela participação no assassinato de Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.
  • Os quatro juízes do painel entenderam que o ex-deputado Chiquinho Brazao e o irmão dele, Domingos Brazao (vereador do tribunal de contas do estado), teriam ordenado o homicídio para evitar que Franco e seu partido atrapalhassem um esquema de grilagem de terras.
  • Marielle Franco era vereadora, defensora dos direitos humanos, tinha 38 anos e era mulher negra Lésbica; o crime causou comoção no Brasil e no exterior.
  • O veredito foi proferido nesta quarta-feira, no STF, em Brasília, com todos os votos a favor da condenação.
  • O caso segue como marco de violência política no país e ganhou projeção internacional.

A Polícia da Suprema Corte do Brasil confirmou, nesta quarta-feira, a condenação de um ex-deputado e de mais quatro envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, no Rio de Janeiro. O julgamento ocorreu no plenário do STF em Brasilia, com votação unânime do painel de juízes. Marielle era ativista de direitos humanos e vereadora do Rio.

Entre os condenados estão o ex-deputado Chiquinho Brazao e o irmão dele, Domingos Brazao, que atua como vereador no conselho de auditoria do estado. A decisão aponta que ambos teriam ordenado o crime para impedir que Marielle e o partido dele criassem entraves a um esquema de grilagem de terras.

Segundo o veredito, o assassinato ocorreu em 2018, com o objetivo de silenciar uma liderança política de esquerda e com atuação destacada na defesa de direitos civis. A investigação teve desdobramentos jurídicos que se estenderam ao longo dos anos, gerando grande repercussão nacional e internacional.

Marielle Franco tinha 38 anos, era negra, mulher e gay, e ocupava o cargo de vereadora no Rio. A comunidade e organizações de direitos humanos acompanharam o caso como marco de violência política e defesa de cidadãos que atuam na defesa de políticas públicas.

A condenação chegou em meio a uma apuração que envolveu diversos atores e fases judiciais, mantendo o foco na responsabilização de quem planejou e executou o homicídio. O processo continua com outras etapas previstas para analisar participação de outros indivíduos.

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