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Oposição contorna Alcolumbre para avançar em investigação sobre Master e Toffoli

Oposição avança apuração sobre Master e Toffoli por comissões em funcionamento, mesmo com sigilo que pode impedir divulgação dos dados

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou a aliados que não pretende instalar uma CPI exclusiva para investigar o Banco Master (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • A oposição driblou o presidente do Senado para ampliar a fiscalização sobre o Banco Master, usando comissões em funcionamento mesmo com sigilo dos dados repassados pela Polícia Federal.
  • Os arquivos da PF, que chegaram à CPMI do INSS, contêm dados de computadores e celulares de Vorcaro, controlador do Master, com volume estimado em dezenas de terabytes.
  • A CPMI busca acesso efetivo ao conteúdo; a decisão de André Mendonça retirou a custódia da presidência do Senado e criou um mecanismo interno de acesso restrito.
  • A CAE marcou depoimento presencial de Daniel Vorcaro para 3 de março e também aprovou pedidos de esclarecimentos a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de ouvir a mulher de Moraes.
  • O tema envolve Toffoli e possíveis ligações com o Master; Toffoli informou que deixou a participação na Maridt e negou relações financeiras com Vorcaro.

Oposição contesta confirmação de Alcolumbre e avança com a CPMI do INSS para manter sob escrutínio as investigações envolvendo o Banco Master e o ministro Dias Toffoli. Mesmo com sigilo vigente, parlamentares utilizam comissões já ativas para ampliar a apuração.

A PF repassou à CPMI arquivos com dados de computadores e celulares, incluindo dispositivos de Daniel Vorcaro, controlador do Master. O material seria de dezenas de terabytes, o que sustenta a pressão sobre o tema no Senado.

O presidente da CPMI, Carlos Viana, afirmou que o acesso ao conteúdo é essencial para fiscalização. O STF determinou o compartilhamento, mas a comissão deverá usar mecanismo interno de acesso restrito, o que pode limitar a publicidade.

O conteúdo ainda está sob sigilo judicial, o que pode retirar o material de público alcance. Integrantes da CPMI dizem que o acesso depende de procedimentos internos e autorização formal.

Nos bastidores, parlamentares reconhecem que o sigilo reduz o impacto político imediato, mas veem possibilidade de uso dos materiais para requerimentos, convocações e pedidos de novo sigilo. Alfredo Gaspar destacou a busca por elementos robustos.

Avanço da investigação e ações das comissões

Parte da ofensiva mira ampliar o escrutínio sobre Toffoli, mesmo com ele fora da relatoria do caso no STF. A ideia é viabilizar investigação por meio da CPI do Crime Organizado.

A CPI aprovou a convocação dos irmãos de Toffoli, apontados como sócios da Maridt Participações, e determinou a quebra de sigilo da empresa. Também pediu informações ao Coaf sobre movimentações entre 2022 e 2026.

A Maridt integrou o grupo responsável pelo Tayayá, resort em Ribeirão Claro (PR), vendido em 2021 ao fundo Arllen. Parte da participação foi transferida em 2025 à PHD Holding, segundo nota do gabinete de Toffoli.

O relator Alessandro Vieira disse haver indícios que justificam aprofundar a apuração. Ele cita possível conflito de interesses e ligações financeiras envolvendo o caso Master.

O ministro Moraes e o titular da CAE, Renan Calheiros, também devem prestar esclarecimentos. A comissão pretende ouvir Viviane Barci de Moraes, wife de Moraes, por contrato com o Banco Master.

Sergio Moro destacou que ninguém está acima da lei e que investigações devem seguir. Já Eduardo Girão defendeu abertura de CPI exclusiva e pediu impeachment de autoridades.

Depoimento de Vorcaro e desdobramentos

A CAE marcou para 3 de março o depoimento presencial de Daniel Vorcaro, controlador do Master, que cumpre prisão domiciliar. Mendonça decidiu que a presença é facultativa.

Renan Calheiros informou que haverá oitiva presencial em Brasília. Houve alteração logística para possível videoconferência, conforme decisão da defesa.

Uma equipe de sete senadores acompanha o tema no grupo de trabalho da CAE, que investiga falhas no sistema financeiro e possível apadrinhamento político ligado ao Master.

Toffoli afirmou por meio de nota que se desligou da Maridt em fevereiro de 2025, após ações de venda reconhecidas pela Receita. Ele negou relações financeiras com Vorcaro ou seu cunhado.

A nota descreve que a Maridt foi parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025 e que as operações foram declaradas com valor de mercado. A defesa afirma que não houve atos de gestão por Toffoli.

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