- Em Londres, dois homens vão a julgamento acusados de realizar vigilância hostil para Hong Kong e, em última instância, para a China, entre dezembro de 2023 e maio de 2024.
- Chung Biu Yuen, de sessenta e cinco anos, e Chi Leung Wai, de trinta e oito anos, são nacionais britânicos e chineses e negam as acusações de ajudar um serviço de inteligência estrangeiro e de interferência estrangeira ao tentar invadir uma residência em 1º de maio.
- O promotor afirmou que eles teriam sido designados para executar “operações de policiamento sombra” em nome da região administrativa especial de Hong Kong e, assim, da República Popular da China.
- A investigação aponta que houve vigilância sobre dissidentes, incluindo Nathan Law, com recompensas de cerca de 100 mil libras pela localização ou captura, e que Wai usou o cargo na Border Force para acessar sistemas do Ministério do Interior.
- Yuen já trabalhou na HKETO em Londres, enquanto Wai atuava como oficial da Border Force e voluntário em tempo parcial para a City of London Police; o Chinese Embassy em Londres nega as acusações e diz que o Reino Unido está interferindo nos assuntos de Hong Kong.
Dois homens estão sendo julgados em Londres sob a acusação de espionagem para Hong Kong e, em última instância, para a China. Chung Biu Yuen, 65, e Chi Leung Wai, 38, são nacionais britânicos e chineses. O julgamento começou no Old Bailey na quarta-feira.
Segundo o Ministério Público, os réus teriam participado de operações de vigilância hostil sobre dissidentes pró-democracia, a mando de Hong Kong e da China. As acusações incluem facilitar serviços de inteligência estrangeira entre dezembro de 2023 e maio de 2024 e entrada forçada em residência em 1º de maio.
Detalhes do caso
A acusação afirma que Yuen, ex-policial de Hong Kong, trabalhava no Office de Economia e Comércio de Hong Kong em Londres, e Wai atuava como funcionário da Border Force e voluntário na City of London Police. A dupla é acusada de monitorar dissidentes no Reino Unido, como Nathan Law, com mensagens entre eles indicando vigilância desde 2021.
A promotoria afirma que também houve coleta de inteligência sobre Monica Kwong, que deixou Hong Kong em dezembro de 2023 após ser acusada de fraude. O monitoramento envolveu a residência de Kwong em Pontefract, no norte da Inglaterra, com uso de enganação e força para tentar ingressar no imóvel.
Envolvidos e contexto
Wai é acusado de uso indevido de acesso a sistemas do interior do Ministério da Segurança Pública, por meio de sua função na Border Force. O Ministério das Relações Exteriores da China, por meio da Embaixada em Londres, alegou que as acusações são fabricadas e que o Reino Unido não tem direito de interferir nos assuntos de Hong Kong.
O caso ocorre em meio a tensões entre Reino Unido e China, período de crackdown de segurança em Hong Kong e recentes visitas de altos dirigentes britânicos à China, que buscam equilibrar segurança e relações econômicas.
Entre na conversa da comunidade