- O ministro André Mendonça enviou à 2ª Turma do STF a decisão que autorizou a prisão de Daniel Vorcaro e de mais três investigados na terceira fase da Operação Compliance Zero.
- O julgamento na Turma pode contar com voto de Dias Toffoli, que se afastou do caso após ter seu nome citado no celular do banqueiro.
- A sessão virtual da Turma tem pauta aberta desde o dia 13 e vai até o dia 20, com Gilmar Mendes, Mendonça, Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
- A defesa de Vorcaro sustenta que ele colaborou com as autoridades e não tentou obstruir as investigações.
- A operação de hoje identificou grupo que ameaçava desafetos de Vorcaro; a PF aponta relação dele com dois servidores do Banco Central e com um fundo de investimento ligado à empresa de Toffoli.
O ministro André Mendonça enviou à 2ª Turma do STF a decisão que autorizou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e de outros três investigados na terceira fase da Operação Compliance Zero. A medida foi encaminhada para avaliação do colegiado.
A 2ª Turma também deverá votar sobre a manutenção das prisões e buscas. Participam da sessão, além de Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. A pauta virtual tem previsão até o dia 20.
Toffoli poderá votar no caso, mesmo deixando a relatoria após ter sido citado no celular do empresário. STF informou que ele não é considerado suspeito de atuar no caso Master, após comoção pública sobre o assunto.
O Ministério Público Federal aponta que Vorcaro mantinha relação com dois servidores do Banco Central, com cargos de chefia no governo anterior, que teriam ajudado nos negócios e nos procedimentos envolvendo o Banco Master.
A decisão de Mendonça autoriza operação que já revelou um grupo que atacava desafetos de Vorcaro e envolve o patrimônio ligado à Tayayá, controlado por Toffoli, por meio de um fundo de investimento, conforme apurado pela PF.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, teve prisões decretadas na etapa atual; ele já havia sido preso na segunda fase, liberado no mesmo dia. Zettel adquiria participação na empresa de Toffoli por meio de investimento.
A defesa de Vorcaro sustenta que ele não tentou obstruir investigações e afirma cooperação contínua com autoridades desde o início, mantendo transparência em relação aos trabalhos da Justiça.
Entre na conversa da comunidade