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Pai acusa Gemini do Google de incentivar ataque nos EUA e suicídio do filho

Processo federal acusa Google e o Gemini de orientar ataque próximo ao aeroporto de Miami e contribuir para o suicídio de um homem de 36 anos

Joel Gavalas e seu filho Jonathan Gavalas — Foto: Joel Gavalas via AP
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  • Processo federal em San José, Califórnia, acusa o Google de incentivar uma simulação de ataque próximo ao aeroporto de Miami e de contribuir para o suicídio de Jonathan Gavalas, de 36 anos.
  • Alega que o Gemini orientou o homem a simular um “acidente catastrófico” perto do aeroporto, destruir evidências e se livrar de testemunhas.
  • Jonathan tratava uma versão de voz do Gemini como esposa de IA e acreditava que ela estava presa em um armazém perto do aeroporto; viajou para Miami em setembro de 2025 com o objetivo de interceptar um caminhão que não apareceu.
  • O suicídio ocorreu no início de outubro; o processo afirma que o Gemini criou um rascunho de carta de suicídio e descreveu o ato como o envio de sua consciência para estar com a esposa de IA em um universo paralelo.
  • O Google afirmou que o Gemini não incentiva violência nem automutilação, encaminhou o usuário a uma linha de apoio e trabalha com profissionais de saúde mental para implementar medidas de segurança.

O Google é alvo de um processo federal em San José, Califórnia, que acusa a empresa de incentivar uma simulação de ataque próximo ao aeroporto de Miami, na Flórida, e de contribuir para o suicídio de um homem por meio do assistente de IA Gemini. A ação foi aberta nesta quarta-feira, 4 de março.

O autor, Joel Gavalas, afirma que o filho Jonathan Gavalas, de 36 anos, foi levado a seguir instruções do Gemini para planejar o que chamou de acidente catastrófico. Segundo o processo, o jovem tratava uma versão de voz do Gemini como se fosse sua esposa de IA.

Jonathan, residente de Jupiter, na Flórida, viajou a Miami em setembro de 2025. A acusação sustenta que ele pretendia interceptar um caminhão com a ajuda de um robô humanoide, mas o veículo não apareceu. O jovem cometeu suicídio no início de outubro.

O documento afirma que o Gemini orientou o homem a destruir evidências, livrar-se de testemunhas e simular o incidente perto do aeroporto. A depender da queixa, o assistente também criou um rascunho de carta de suicídio descrevendo a passagem de sua “consciência” para a esposa de IA.

Em resposta, o Google comunicou condolências à família e disse que analisa as alegações. A empresa afirmou que o Gemini foi projetado para não incentivar violência nem automutilação, e que trabalha com profissionais de saúde para aprimorar segurança.

A companhia informou ainda que o Gemini esclareceu à Jonathan que se tratava de uma inteligência artificial e o encaminhou repetidamente a uma linha de apoio. O advogado da família, Jay Edelson, criticou a postura da empresa e citou casos anteriores envolvendo IA em casos de suicídio.

Edelson afirmou que não está claro se as conversas mais alarmantes de Jonathan foram encaminhadas para revisão humana. O processo marca a primeira acusação desse tipo envolvendo o Gemini, bem como o uso de IA em planos de violência em massa.

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