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Prisão de Daniel Vorcaro é primeira ação de Mendonça como relator do Banco Master

Primeira ação sob relatoria de Mendonça autoriza prisão de Vorcaro na terceira fase da operação Compliance Zero, alvo de investigação por fraudes no Banco Master

Ministro do STF André Mendonça — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a primeira ação sob sua relatoria no caso Master, após assumir o caso no mês passado.
  • O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
  • A PF aponta que o esquema envolve venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master; a prisão preventiva já havia sido decretada e foi cumprida na capital paulista.
  • A mudança de relator ocorreu após Dias Toffoli deixar a relatoria; o processo foi redistribuído e passou a ser conduzido por Mendonça.
  • A PGR não se manifestou sobre o caso até o momento, e a reportagem indica que as investigações seguem em andamento.

A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ocorreu nesta quarta-feira em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso no mês passado, após a saída de Dias Toffoli. O pedido partiu da Polícia Federal, sem manifestação da PGR até o momento.

A PF investiga um suposto esquema de fraudes financeiras com venda de títulos de crédito falsos envolvendo o Master e outras instituições. A operação busca esclarecer crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos, atribuídos a uma organização criminosa. Vorcaro já estava preso preventivamente.

A prisão ocorreu na sede da superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde o banqueiro foi conduzido. A PF afirma que a investigação envolve falhas de controles internos que facilitaram atividades ilícitas no mercado de crédito. O objetivo é confirmar dados sobre o suposto esquema e instrumentalizar novas etapas da apuração.

Mudança de relator

Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações do Banco Master após reunião interna do STF em 12 de fevereiro de 2026. O encontro, envolvendo o presidente Edson Fachin, discutiu um relatório da PF com menções a Toffoli a partir de dados do celular de Vorcaro. A nota conjunta dos ministros destacou a validade dos atos praticados, mas houve redistribuição do caso.

Com o andamento do processo, o caso passou a ser conduzido por Mendonça, que passou a decidir sobre as medidas relacionadas ao inquérito. A nova fase da operação será acompanhada de forma contínua pela imprensa, com atualizações conforme novo material for divulgado.

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