- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, elogiou a prisão de Daniel Vorcaro e afirmou que espera que ele morra na cadeia, acrescentando que as autoridades envolvidas devem ser punidas.
- Vorcaro foi preso anteontem; mensagens reveladas mostram contatos do banqueiro com autoridades e políticos, entre eles o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o ministro Alexandre de Moraes.
- Já havia sido divulgado um contrato de 129 milhões entre o Master e a firma da mulher de Moraes; Toffoli reconheceu sociedade com a empresa Maridt e renunciou após as investigações.
- Nas mensagens, Vorcaro menciona um encontro em Brasília, em agosto de 2025, com Ibaneis Rocha, durante negociações para a compra do Master pelo BRB.
- A Polícia Federal aponta que Vorcaro mantinha uma milícia privada que espionava, coletava informações sensíveis e ameaçava adversários; um ajudante preso, conhecido como “Sicário”, tentou suicídio na prisão.
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo pelo MDB, comentou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a inauguração do parque do Aricanduva. A prisão integra a terceira fase da Operação Compliance Zero e ocorreu em meio a investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro. Nunes desejou punição aos envolvidos e disse que espera que Vorcaro permaneça preso.
A PF prendeu Vorcaro anteontem em São Paulo. As investigações revelaram mensagens no celular do banqueiro que sugerem proximidade com autoridades e figuras políticas, ampliando o escopo do caso. Entre os contatos aparecem nomes de alta relevância pública.
As mensagens também associam Vorcaro a ministros e governadores, consolidando a percepção de redes de influência. Anteriormente, o jornal O Globo apontou um contrato de 129 milhões entre o Master e a empresa da mulher de Moraes, ligado ao STF, além de vínculos com outros integrantes do poder.
A situação envolvendo Vorcaro já trouxe implicações para o STF e para o governo, com revelações de ligações com figuras como Toffoli. O ex-ministro renunciou após as revelações de mensagens, citadas em diferentes apurações jornalísticas.
Segundo a PF, Vorcaro e colaboradores chegaram a acessar sistemas restritos de órgãos como o Ministério Público, a Polícia Federal e instituições internacionais. Um dos ajudantes, conhecido como Sicário, também foi detido e tentou suicídio na prisão anteontem.
A PF confirmou que abrirá procedimento para esclarecer as circunstâncias da tentativa de suicídio. O grupo de Vorcaro também era responsável pela coleta de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos seus interesses.
Desdobramentos
Investigações continuam para mapear a extensão dos vínculos entre Vorcaro, autoridades e setores políticos. A defesa de envolvidos contesta versões de autoridades sobre o estado de saúde e as circunstâncias da prisão, enquanto as apurações avançam.
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