- O ex-presidente da Câmara do estado de Missouri, John Diehl, foi condenado a 21 meses de prisão por fraude eletrônica por usar recursos federais de alívio da Covid-19 em benefício próprio.
- Ele recebeu aproximadamente $380 mil em empréstimos federais entre 2020 e 2022 para a firma de advocacia, destinados a cobrir despesas operacionais, mas utilizou o dinheiro para gastos pessoais, como mensalidades de clube, manutenção da piscina, hipoteca e pagamentos de três carros (Tesla, Audi e Jeep).
- Mais da metade do dinheiro foi usado para financiar o plano de benefício definido da firma, do qual ele era o único participante; também quitou um acordo civil relacionado ao seu tempo como líder da Câmara.
- Em 2015, Diehl renunciou ao cargo após reportagem indicar mensagens de teor sexual com uma estagiária; em 2023, a comissão de ética de Missouri impôs multa de cerca de $47 mil por violações de financiamento de campanha.
- O ex-político já havia devolvido os recursos da Covid-19; o tribunal também o multou em $50 mil, e a promotoria federal havia recomendado 21 a 27 meses de prisão.
O ex-presidente da Câmara dos Representantes de Missouri, John Diehl, foi condenado a 21 meses de prisão por desvio de verbas federais de auxílio à Covid-19. A pena foi anunciada nesta segunda-feira após ele se declarar culpado de fraude eletrônica.
De acordo com o acordo de culpabilidade assinado em setembro, Diehl recebeu cerca de US$ 380 mil em empréstimos federais entre 2020 e 2022, destinados a cobrir despesas operacionais de seu escritório de advocacia afetado pela pandemia.
Os investigadores afirmam que o dinheiro foi usado para fins pessoais, como mensalidades de clube, manutenção de piscina, hipoteca e pagamentos de três veículos: um Tesla, um Audi e um Jeep. Mais da metade foi destinada a um plano de benefício definido da banca.
Diehl pediu para não cumprir pena de prisão, alegando ter devolvido os recursos à SBA. No entanto, o tribunal decidiu pela prisão e, além da pena, determinou uma multa de US$ 50 mil.
Em 2015, Diehl deixou o cargo de presidente da Câmara após reportagens sobre mensagens de texto sexualmente sugestivas com uma estagiária. Em 2023, a Comissão de Ética de Missouri o multou em cerca de US$ 47 mil por violações de financiamento de campanha.
A acusação federal informou que Diehl, em decorrência de sua posição pública, tinha privilégios e oportunidades que deveriam evitar fraudes. A defesa não comentou o veredito no momento.
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