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Ex-comandantes da PM presos pelo STF: quem são

Prisão de ex-comandantes da PMDF pelo STF aponta responsabilização por golpe e danos ao patrimônio da União, com perda de cargos públicos e fim de atos de omissão

Acusação da PGR afirma que houve omissão dos militares diante de informações sobre a possibilidade de invasão aos prédios públicos. (Foto: Marcelo Camargo/EFE / arquivo)
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  • O STF determinou a prisão do ex-comandante-geral Fábio Augusto Vieira, do ex-subcomandante Klepter Rosa Gonçalves e dos coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, todos com perda do cargo público.
  • Os militares foram condenados por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, por omissão que deixou depredar sedes dos Três Poderes.
  • A defesa citou a “posição de garante” prevista no Código Penal, que atribui obrigação de cuidado e proteção a autoridades de segurança pública para impedir invasões.
  • Sobre Naime, a defesa disse que ele estava oficialmente de férias no dia 8 de janeiro e que outro oficial comandou operacionalmente; afirmam que ele saiu do descanso para ajudar na contenção do caos e foi ferido, contestando provas digitais.
  • Mesmo com trânsito em julgado, as defesas afirmam que vão buscar outras vias legais; o coronel Marcelo Casimiro já iniciou o cumprimento da pena.

O Supremo Tribunal Federal determinou a prisão de ex-comandantes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) acusados de participação em atos que afrontaram o Estado Democrático de Direito. A decisão envolve o ex-comandante-geral Fábio Augusto Vieira e o ex-subcomandante Klepter Rosa Gonçalves, além de outros oficiais da cúpula da corporação. A medida ocorre no contexto de apuração de depredação de sedes dos Três Poderes.

A prisão atinge ainda os coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues. Todos perderão os cargos públicos em decorrência da sentença proferida pelo STF. A defesa, em linha geral, argumenta que houve falhas processuais e contestação de provas, mas a decisão manteve o teor punitivo.

Segundo a acusação, os militares teriam atuado, ou se omitido, em violação ao Estado Democrático de Direito, caracterizando golpe de Estado, dano qualificado à União e deterioração de patrimônio tombado. A Justiça entendeu que, como comandantes da segurança pública, deveriam impedir a invasão, sem adotarem as medidas necessárias para preservar a ordem.

O que significa a posição de garante na acusação

A defesa aponta que o termo se refere a autoridades com obrigação legal de proteger a ordem pública, cabendo aos comandantes a responsabilidade de evitar depredações. O STF e a PGR sustentam que o grupo tinha o dever de agir para impedir a invasão, o que não ocorreu.

Detalhes sobre a defesa do coronel Naime

A defesa de Jorge Naime afirma que ele estava oficialmente de férias no 8 de janeiro e que outro oficial conduzia as operações. Relatam ainda que ele deixou o descanso para ajudar no enfrentamento do caos, sofreu ferimentos na atuação e contestam a validade de provas digitais do celular.

Status processual e próximos passos

Mesmo com o trânsito em julgado, as defesas anunciam recursos por outros meios jurídicos. O coronel Marcelo Casimiro já se apresentou para iniciar o cumprimento da pena. O caso segue sob publicação oficial na imprensa especializada.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.Para entender o tema com mais detalhes, leia a reportagem completa abaixo.

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