- Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou hoje representação ao Ministério Público do Paraná contra o governo de Ratinho Jr., buscando investigação sobre o programa de escolas cívico-militares após denúncias de abuso sexual contra alunas.
- nove alunas, entre 11 e 13 anos, relataram que um monitor militar tocou indevidamente partes de seus corpos; o monitor seria policial aposentado credenciado pelo programa desde 2021; o caso ocorreu em 2023.
- mesmo após as denúncias, o monitor permaneceu vinculado ao programa e só foi desligado em 2025; a única providência administrativa foi o remanejamento para funções administrativas.
- a deputada afirma que a medida foi insuficiente e acusa possível inação da direção escolar e da Secretaria de Estado, com conhecimento do inquérito por estupro de vulnerável, mas sem ações adequadas.
- entre os pedidos, a representação solicita abertura de inquérito civil para apurar omissão estatal na proteção das nove vítimas, identificação de autoridades informadas e investigação de diretores e gestores de uma escola em Cornélio Procópio; também aponta para avaliar a suspensão da expansão do programa até implementação de mecanismos de proteção.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma representação ao Ministério Público do Paraná contra o governo de Ratinho Jr. (PSD). O documento analisa a atuação do governo estadual no programa de escolas cívico-militares diante de denúncias de abusos sexuais contra alunas. O caso envolve uma série de relatos relatados às autoridades policiais sobre condutas inadequadas por parte de um monitor militar que atuava no programa desde 2021.
Segundo a representação, nove meninas entre 11 e 13 anos relataram ter sido tocadas indevidamente por esse monitor, identificado como policial aposentado. O episódio ocorreu em 2023, mas o acusado só teria sido desligado do programa em 2025, após permanecer vinculado por anos. A única medida administrativa prevista foi o remanejo dele para funções administrativas.
A deputada afirma que a resposta do poder público foi insuficiente diante da gravidade das acusações e acusa a direção escolar e à Secretaria de Educação de conhecimento das denúncias sem agir adequadamente. O documento aponta possíveis crimes de prevaricação e condescendência criminosa, sugerindo omissão estatal.
Medidas e pedidos
A representação solicita abertura de inquérito civil para apurar a omissão na proteção das vítimas e identificar autoridades informadas que não adotaram providências para afastar o monitor. Também cita a necessidade de apurar diretores e gestores de uma unidade escolar em Cornélio Procópio, onde teriam ocorrido ao menos nove denúncias, abrangendo as secretarias de Educação.
Além disso, o texto pede avaliação da suspensão da expansão do programa de escolas cívico-militares no Paraná, com autorização de novas unidades apenas após implementação de mecanismos de proteção a crianças e adolescentes.
Contexto político e resposta
A iniciativa ocorre após um embate público entre Erika Hilton e Ratinho Jr, motivado por uma fala do apresentador Ratinho sobre direitos das mulheres. O governo do Paraná não comentou o caso até o fechamento deste texto. Caso haja manifestação, a reportagem segue atualizando com posicionamentos oficiais.
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