- A Justiça italiana autorizou a extradição de Carla Zambelli ao Brasil, decisão comunicada à embaixada brasileira em Roma na quinta-feira, vinte e seis.
- Zambelli está presa em Roma desde julho de dois mil e vinte e cinco e deverá permanecer sob custódia durante o trâmite; o retorno ao Brasil deve ocorrer nas próximas semanas com escolta organizada pela Polícia Federal.
- Ela foi condenada em dois processos no Brasil: dez anos de prisão pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e cinco anos e três meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
- A defesa pretende recorrer da decisão à Justiça italiana, o que pode levar o caso a instâncias superiores, como a Corte de Cassação.
- O processo de extradição já enfrentou adiamentos e questionamentos; autoridades italianas solicitaram informações adicionais sobre as condições do sistema prisional brasileiro, com esclarecimentos do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A Justiça italiana autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, para o Brasil. A decisão foi comunicada à embaixada brasileira em Roma nesta quinta-feira 26. O caso segue para a análise final do Ministério da Justiça italiano.
Zambelli está presa em Roma desde julho de 2025 e deverá permanecer sob custódia durante o trâmite. A transferência ao Brasil deve ocorrer em breve, com escolta da Polícia Federal, como parte das tratativas para cumprir a condenação.
No Brasil, a ex-parlamentar deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. Ela foi condenada em dois processos: 10 anos pela invasão de sistemas do CNJ e 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Desdobramentos e próximos passos
A defesa informou à imprensa que pretende recorrer da decisão na Itália, o que pode levar o caso a instâncias superiores, como a Corte de Cassação. O processo de extradição teve adiamentos e questionamentos da defesa ao longo de meses.
Durante a tramitação, autoridades italianas solicitaram informações adicionais sobre as condições do sistema prisional brasileiro. O STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, encaminhou esclarecimentos sobre o local de cumprimento da pena.
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