- John Worboys, de 68 anos, teve a liberdade condicional negada pela segunda vez e não há possibilidade de soltura nem de condições abertas na prisão.
- Ele foi condenado em 2009 por assediar suas vítimas após dopá-las, com 16 mulheres reconhecidas como vítimas, embora a polícia estime que possa ter mais de 100.
- A próxima audiência de liberdade condicional pode ocorrer em um a dois anos, conforme decisão do Ministério da Justiça e o cumprimento de requisitos pelo réu.
- Uma vítima que permaneceu anônima, chamada Sarah, comemorou a decisão; Carrie Johnson também elogiou, dizendo que mulheres ficam mais seguras com Worboys ainda atrás das grades.
- O caso envolve histórico de liberação derrotada em 2018 após recurso, relatório de 2019 que o considerou igualmente perigoso, e resultou em duas sentenças de por vida com mínimo de seis anos.
John Worboys teve a segunda negativa de liberdade condicional (parole) na quinta-feira, segundo a Parole Board do Reino Unido. A decisão impede sua libertação ou a progressão para condições abertas dentro da prisão.
A Parole Board informou às vítimas que não houve decisão favorável para Worboys neste momento. Open conditions significam regime de segurança mínimo com possibilidade de trabalho na comunidade, o que foi negado.
Worboys, 68 anos, foi condenado em 2009 por agressões a vítimas após dopá-las com bebidas adulteradas. Ele admitiu crimes contra 16 mulheres, embora a polícia estime que possa ter movimentado mais de 100 vítimas.
Ainda não há data fixa para a próxima audiência de liberdade condicional, mas a agência indica que pode levar de um a dois anos. O prazo depende de decisão do Ministério da Justiça e do trabalho que o condenado deverá cumprir.
Uma das vítimas, que pediu anonimato, celebrou a decisão. Ela afirmou sentir maior segurança com Worboys ainda atrás das grades e que outras mulheres estão mais protegidas.
Carrie Johnson, esposa do ex-primeiro-ministro Boris Johnson, testemunhou contra Worboys após ter sentido o que acreditava ser bebida adulterada. Ela participou de campanhas contra a libertação do condenado.
A defesa de Worboys já enfrentou recursos anteriores. Em 2018, a decisão de liberdade foi revertida após contestação judicial de vítimas. Em 2019, relatório de conduta reforçou o risco de dano.
O caso teve ressalvas midiáticas, incluindo a divulgação de uma produção da ITV sobre as vítimas e falhas da polícia, intitulada Believe Me. A Corte Suprema britânica também analisou danos a vítimas por falhas policiais.
O Ministério da Justiça foi contactado para comentar. A Parole Board não divulgou novas informações adicionais neste momento.
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