- A defesa de Carla Zambelli classificou como prematuro e desrespeitoso o pedido de extradição feito pelo ministro Alexandre de Moraes, dizendo que a questão ainda precisa ser analisada pela Suprema Corte de Cassação italiana.
- A defesa acredita que a Cassação pode negar a extradição e quer que o órgão examine as objeções apresentadas, ao contrário do que ocorreu na Corte de Apelação de Roma, que autorizou a extradição.
- Moraes determinou que pastas do governo brasileiro adotem providências para a extradição, após a decisão da Corte de Roma sobre o acolhimento do pedido.
- Zambelli recorre à Cassação italiana depois de a segunda instância ter autorizado a extradição em dois processos; a brasileira aguarda a análise da Corte de Cassação de Roma, última instância.
- A audiência na Cassação de Roma está marcada para sexta-feira; a decisão final cabe ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, após o esgotamento das instâncias.
Os advogados da ex-deputada Carla Zambelli consideraram prematuro e desrespeitoso com a Justiça italiana o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que o governo dê andamento aos trâmites de extradição. A defesa argumenta que a decisão precisa passar pela Suprema Corte de Cassação da Itália.
Segundo os defensores, a análise pela cassação ainda é necessária antes de qualquer encaminhamento. A expectativa é de que o tribunal italiano examine o caso com mais atenção, rejeitando o pedido de extradição, contrastando com a decisão já anunciada pela Corte de Apelação de Roma.
Moraes determinou a expedição de ofício às pastas do governo federal para adoção das providências necessárias à efetivação da extradição. A medida foi publicada após a decisão da Corte de Roma, que acolheu a extradição no caso de Zambelli.
A ex-deputada aguarda a análise de recursos pela Corte de Cassação de Roma, que funciona como última instância. A extradição foi autorizada em fevereiro pela quarta sessão penal da Corte de Apelação de Roma, em dois processos: invasão ao sistema do CNJ e porte ilegal de arma.
A audiência na Corte de Cassação de Roma está agendada para sexta-feira. A casa pode decidir em até seis meses a partir da data da decisão das instâncias inferiores. Em situações de prisão, como a de Zambelli, as sentenças costumam ter tramitação mais rápida.
Após o esgotamento das instâncias, caberá ao governo italiano decidir pela extradição. A decisão final ficará a cargo do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
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