- Deolane Bezerra foi presa pela terceira vez em menos de dois anos, na quinta-feira (21), em investigação que aponta ligações com a família de um líder de facção criminosa.
- O promotor Lincoln Gakiya afirma que há relação direta com a família Camacho e amizade próxima com integrantes, como Paloma e Alexandro, filhos de Marcolinha; Deolane foi listada pela Interpol.
- Segundo a acusação, os ganhos da influencer são incompatíveis com as atividades que pratica e ela pode ser denunciada por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, citando salto de R$ 140 milhões no patrimônio entre 2020 e 2022.
- A prisão ocorreu em uma penitenciária de São Paulo, onde houve suposto tratamento diferenciado, e depois ela foi encaminhada ao presídio de Tupi Paulista, com rotina iniciando às 7h.
- A investigação aponta Paloma, irmã de Marcola, como elo entre o dinheiro e a lavagem; uma irmã de Deolane teria tentado sacar R$ 1 milhão; na audiência, Deolane chorou dizendo atuar “no exercício da profissão” e citou depósito de R$ 24 mil.
Deolane Bezerra, influencer e advogada, foi presa pela terceira vez em menos de dois anos na última quinta-feira, 21. A ação, em São Paulo, envolve investigação sobre suposta ligação com a família de um líder de facção criminosa. Promotor do Ministério Público de São Paulo aponta que os ganhos de Bezerra são incompatíveis com as atividades declaradas.
Segundo o promotor Lincoln Gakiya, Bezerra mantém relação direta com a família Camacho e amizade com integrantes, como Paloma e Alexandro, filhos de Marcolinha. Paloma é apontada como elo entre a lavagem de dinheiro e a organização criminosa, segundo dados apresentados à imprensa. Bezerra já teve passagem pela Interpol e quase foi presa na Itália.
A denúncia envolve participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, com base em movimentações patrimoniais crescentes. Entre 2020 e 2022, o patrimônio da influencer registrou salto de aproximadamente 140 milhões de reais, segundo apuração da promotoria. A defesa nega irregularidades, afirmando que não houve relação criminosa.
Bezerra ficou em uma penitenciária da capital paulista por parte do período de prisão, antes de ser transferida para o presídio de Tupi Paulista, no interior. O local é conhecido pela superlotação e pela rotina de trabalho diária dos detentos. A defesa sustenta que a prisão não teria justificativa suficiente para mantê-la afastada por tanto tempo.
Durante a audiência de custódia, a influencer chorou e alegou acompanhar o exercício da profissão, citando um depósito de 24 mil reais em uma ação. Investigadores destacam que a proximidade com Paloma, já foragida e na Espanha, pode indicar um fluxo de recursos entre a família criminosa e a influenciadora.
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