- Um engenheiro do Google, Michele Spagnuolo, foi indiciado em Nova York por uso de informações internas para fazer apostas lucrativas na Polymarket, plataforma de mercado de previsão.
- Segundo o Departamento de Justiça, ele ganhou cerca de US$ 1,2 milhão com essas apostas, usando dados aos quais tinha acesso por meio do trabalho na empresa.
- Spagnuolo foi preso na quarta-feira (27/05), levado a um juiz federal em Nova York e liberado após fiança de US$ 2,25 milhões.
- A Google afirmou que coopera com as autoridades e que o funcionário está em licença; a Polymarket disse ter trabalhado com as autoridades na investigação.
- Entre as apostas mais lucrativas estariam previsões sobre quem seria a pessoa mais pesquisada no Google em 2025, com Spagnuolo afirmando ter conhecimento prévio de informações confidenciais.
Um funcionário do Google foi indiciado em Nova York por supostamente usar informações internas da empresa para fazer apostas lucrativas na plataforma Polymarket. A acusação envolve violação de leis de abuso de informação privilegiada.
O engenheiro Michele Spagnuolo, cidadão italiano que vive na Suíça, foi detido na quarta-feira (27/05) e conduzido a uma audiência federal em Nova York. A denúncia envolve várias apostas feitas com ganhos estimados em US$ 1,2 milhão.
Pelo menos parte das informações utilizadas veio de material de marketing acessado por meio de uma ferramenta disponível a todos os funcionários. A Polymarket afirma que usar tais dados para apostar violaria suas políticas.
A Polymarket afirmou ter cooperado com as autoridades durante a investigação. A plataforma observa que o registro em blockchain permite rastrear operações e identificar atividades suspeitas.
A Procuradoria dos EUA relatou que a investigação contou com o respaldo do FBI. Spagnuolo teve fiança fixada em US$ 2,25 milhões e foi liberado, segundo a ABC News.
De acordo com documentos judiciais, Spagnuolo apostou com o nickname AlphaRaccoon na Polymarket, usando criptomoedas de várias contas para lucrar com informações internas do Google.
Perfis online indicam que Spagnuolo trabalha há mais de 12 anos no Google, atuando em segurança da informação. A atuação na Polymarket iniciou em 2024, com ganhos declarados entre outubro e dezembro do ano passado.
Entre os ganhos, segundo o Ministério Público, houve lucros superiores a US$ 1 milhão por usar dados internos do Google para prever resultados na plataforma, o que reforça a acusação de abuso de informação privilegiada.
Segundo os documentos, as apostas mais lucrativas teriam envolvido prever quem seria ou não a pessoa mais pesquisada no Google em 2025, com Spagnuolo acertando nomes como Bianca Censori e o presidente Donald Trump, além de D4vd.
D4vd, cantor citado nas acusações, encontra-se sob prisão por suposto envolvimento em homicídio de uma adolescente, fato que complica o contexto da apuração. A investigação continua.
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