- Vítimas ligadas a Jeffrey Epstein não confiam na polícia britânica para investigar o ex-príncipe Andrew e pedem colaboração de possíveis testemunhas com garantir confidencialidade.
- Advogado dos denunciantes diz que as autoridades teriam ignorado denúncias quando Epstein era ativo, o que reduz a confiança na atuação policial, além da pressão da imprensa britânica.
- Uma mulher afirma ter ido ao Reino Unido em 2010 e ter sido convidada por Andrew para tomar chá no castelo de Windsor; a polícia de Thames Valley revisa o caso.
- Autoridades temem que testemunhas não tenham se apresentado por acreditarem que o foco é apenas em vazamento de informações confidenciais associadas a Andrew e Epstein.
- No dia do seu 66º aniversário, Andrew deixou a delegacia de Norfolk após mais de dez horas de detenção, em meio ao caso Epstein; autoridades analisam diferentes linhas de investigação.
A pressão sobre a polícia britânica aumentou após anos de denúncias ignoradas contra o ex-príncipe Andrew no caso Epstein. Autoridades pedem agora colaboração de possíveis vítimas e testemunhas para esclarecer abusos sexuais atribuídos ao duque de York, antes de ele perder os títulos.
Advogado americano que representa várias mulheres afirma que há desconfiança entre as vítimas em falar com as autoridades britânicas, citando a pouca atenção dada aos relatos durante a vida de Epstein e a intensa cobertura da imprensa do Reino Unido como principais empecilhos.
Entre os relatos investigados, há uma acusação de que Andrew convidou uma mulher para tomar chá no castelo de Windsor em 2010, enquanto ainda atuava em funções públicas. A Polícia do Thames Valley informou ter reaberto o caso, acrescentando que está avaliando novas informações recebidas.
A força policial teme que muitas pessoas que presenciaram situações suspeitas não tenham feito denúncia por acreditar que o foco é apenas na suposta divulgação de informações confidenciais ligadas a Andrew e Epstein. A investigação envolve várias linhas de apuração, incluindo abusos sexuais.
No dia 19 de fevereiro, aniversário de 66 anos de Andrew, ele saiu da delegacia de Norfolk após mais de 10 horas de detenção no âmbito do caso Epstein. Um fotógrafo retratou o momento, com o ex-príncipe diante do veículo com expressões tensas.
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA mostraram que Andrew supostamente repassou informações econômicas confidenciais do governo britânico a Epstein, durante seu mandato de enviado especial para Comércio Exterior, em 2010. A polícia britânica analisa se houve irregularidades ligadas à relação do Reino Unido com Hong Kong e Singapura.
A força de Thames Valley afirma que os atos de conduta imprópria no exercício de cargo público podem envolver diversos delitos, incluindo crimes sexuais, obstrução de justiça e fraude. Detetives continuam a investigar todas as linhas de apuração para esclarecer os fatos.
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