- A ministra Cármen Lúcia afirmou que a maioria dos juízes tem ética e que aqueles que não têm devem ser “apontados”, durante congresso promovido pelo STJ.
- O evento, Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, ocorreu em Brasília em paralelo ao Fórum de Lisboa.
- Ela destacou a necessidade de ética constitucional de todos os poderes e ressaltou que juízes são humanos, com falhas e erros.
- O painel discutiu a atuação do Judiciário e a confiança da população no trabalho dos magistrados, enfatizando imparcialidade, integridade e transparência.
- O encontro contou com convidados como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Hugo Motta e Michel Temer; entre juristas, circulou o apelido “anti-Gilmarpalooza”.
A ministra do STF Cármen Lúcia afirmou que a ética constitucional deve alcançar todos os poderes. A declaração ocorreu durante o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, nesta segunda-feira.
Ela destacou que o Judiciário precisa atuar com imparcialidade, integridade e transparência, lembrando que juízas e juízes são humanos e podem falhar. A ideia é ampliar a confiança pública no trabalho da Justiça.
Cármen Lúcia criticou a ideia de que eventuais equívocos sejam atribuídos a falhas institucionais permanentes, defendendo o ensino de democracia e do papel do juiz para a sociedade. A presidente do STF reforçou a necessidade de responsabilidade compartilhada.
Contexto e participação
O evento acontece paralelamente ao Fórum de Lisboa, com participação de figuras como o ministro Alexandre de Moraes e o anfitrião Gilmar Mendes. Também marcam presença o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o ex-presidente Michel Temer.
Entre juristas, o circuito de Brasília é visto como contraponto ao fórum português, gerando o apelido informal anti-Gilmarpalooza. A programação foca na relação entre Estado de Direito, ética judicial e confiança pública.
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