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Família de mulher assassinada pelo parceiro entra com ação legal

Família de Michaela Hall acionará a Polícia de Devon e Cornwall e o Probation Service, alegando falhas que poderiam ter evitado a morte

Michaela Hall was murdered at her home in Truro, Cornwall in June 2021.
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  • A família de Michaela Hall, assassinada pelo parceiro, abriu uma ação legal contra a polícia de Devon e Cornwall e o Serviço de Liberdade Condicional, alegando violação do direito à vida.
  • O caso questiona a avaliação de Kendall como risco “médio” pela Probation Service, apesar de ele já ter cometido duas agressões anteriores contra Hall e de existir 34 itens de inteligência sobre violência doméstica.
  • A ação também investiga por que os policiais não entraram na casa de Hall após uma ligação anônima do Crimestoppers na véspera do crime, em 31 de maio de 2021.
  • A polícia afirma ter feito uma revisão de conduta em relação aos agentes que não entraram na casa, após o veredito da coroa em 2024, que chamou o homicídio de previsível e evitável.
  • A família afirma que o sistema de justiça criminal falha mulheres em situação de violência e busca evitar novas tragédias.

Lee Kendall, um agressor violento com histórico, está cumprindo uma sentença mínima de 21 anos pela morte de Michaela Hall, morta a facadas no olho em Truro, Cornwall, em 1º de junho de 2021. A vítima foi assassinada pelo parceiro após uma sequência de abusos reconhecida em investigações.

A família de Michaela Hall informou que abriu uma ação legal contra a polícia de Devon e Cornwall e o Serviço de Liberdade Condicional, alegando violação do direito à vida e de proteção garantidos pela Human Rights Act. A ação é conduzida pelo Good Law Project em nome da família.

O foco principal da reclamação é a avaliação considerada inadequada de Kendall como de “risco médio” pela Justiça Probation, mesmo ele tendo sido condenado por dois ataques contra Michaela e recebendo inúmeras informações sobre abuso doméstico. A campanha também questiona a resposta policial a uma denúncia de estrangulamento feita em 31 de maio de 2021.

Segundo investigações anteriores, a polícia não entrou na casa de Michaela na data da denúncia, apesar de um alerta de Crimestoppers e de informações recebidas sobre o histórico de violência do agressor. Trechos de áudio de uma patrulha registrada sugerem frustração por parte dos agentes diante da situação.

No espelho das investigações, a família ressalta falhas do sistema de justiça: a constatação de que a atuação institucional pode ter contribuído para o desfecho trágico, com a defesa de que o risco não foi avaliado com a devida gravidade. A decisão de coroner em 2024 considerou o homicídio plenamente previsível.

Shaun Hall, filho da vítima, hoje com 18 anos, pediu que o caso sirva de alerta para evitar novas mortes de mulheres em situação de violência. Em declarações públicas, ele destacou que várias falhas já estavam documentadas, incluindo atrasos na resposta policial.

Para a defesa da família, o processo visa impedir que erros semelhantes ocorram no tratamento a situações de violência doméstica, assegurando maior urgência na atuação policial e na supervisão de indivíduos com histórico de abuso. A GLP afirma que o sistema tem falhas que colocam mulheres em risco.

A polícia de Devon e Cornwall e o Serviço de Liberdade Condicional foram contatados para comentários. Em resposta à verdict de 2024, a polícia informou que duas oficiais envolvidas passaram por revisão de prática reflexiva e que não houve ações policiais atribuídas à morte. O Serviço de Liberdade Condicional ainda não respondeu.

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