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Senado aprova lei que classifica misoginia como violência de gênero, tornando atos inafiançáveis e imprescritíveis, com pena de até três anos e ações educativas

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  • Senado aprovou o projeto de lei 896/2023, que torna atos de misoginia inafiançáveis e imprescritíveis, com pena de até três anos de prisão.
  • A medida classifica a misoginia como forma de violência de gênero, equiparando-a a outras agressões e ao feminicídio.
  • A proposta segue para sanção presidencial após aprovação unânime dos senadores.
  • A autora, senadora Simone Tebet, afirma que a misoginia é violência que deve ser combatida pelo Estado e punida mais rigorosamente.
  • Também prevê campanhas educativas para conscientização e reforço de ações de combate à misoginia, com o objetivo de promover respeito e igualdade.

O Senado aprovou nesta quarta-feira o PL 896/2023, que trata de atos de misoginia como inafiançáveis e imprescritíveis, com pena de até 3 anos de prisão. A medida visa punir violência ou discriminação contra mulheres por motivos de gênero. O texto classifica a misoginia como violência de gênero, equiparando-a a outras formas de agressão. A proposta aponta que o objetivo é enfrentar o crescimento de casos de violência contra a mulher no país.

A aprovação ocorreu de forma unânime entre os senadores e o projeto segue para sanção presidencial. A expectativa é que a legislação fortaleça a proteção às mulheres e amplie o enfrentamento ao machismo e à misoginia.

A autora da proposta, a senadora Simone Tebet, afirma que a misoginia é uma forma de violência que precisa ser combatida com rigor. A iniciativa também prevê campanhas educativas e ações de conscientização para reduzir a misoginia na sociedade.

O que muda

O texto estabelece que a misoginia será considerada violência de gênero e poderá agravar penas em casos de violência contra mulheres. A proposição também define a misoginia como circunstância que pode aumentar a pena aplicada ao agressor.

Alcance e ações complementares

Além das sanções penais, o projeto prevê iniciativas de conscientização para a população. As campanhas educativas devem promover respeito e igualdade entre homens e mulheres, segundo o texto.

Reações

Organizações feministas e entidades ligadas aos direitos das mulheres comemoraram a aprovação. Elas veem a medida como um avanço na luta contra violência de gênero e discriminação.

Encaminhamentos

Com a aprovação, o projeto aguarda a sanção do presidente. A matéria mantém o objetivo de ampliar mecanismos de proteção às mulheres e de coibir atos de misoginia no Brasil.

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