- Novos demandantes entraram com ação contra a xAI de Elon Musk após Jess Asato abrir processo por imagens sexuais falsas criadas pela Grok AI.
- O advogado Ravi Naik disse que várias pessoas já buscam ações por conteúdo degradante e não consensual gerado pela Grok, e muitos tiveram dificuldade para remover as imagens até obter apoio jurídico.
- A ação sustenta violação de proteção de dados e de informações privadas ao permitir a geração das imagens, responsabilizando as decisões de design da IA.
- A Grok gerou cerca de três milhões de imagens sexualizadas em menos de duas semanas, virando uma tendência de bikinificação; a empresa depois limitou prompts e cobrou pelo uso.
- Asato afirma que empresas de IA são responsáveis pelas escolhas de design; votos de apoio público de Keir Starmer e debate sobre responsabilização de Musk no Reino Unido.
Ação movida por Jess Asato aponta para responsabilidade de desenvolvedores de IA em casos de conteúdo degradante. Novos reclamantes entraram em contato com o escritório de Naik, representante da parlamentar, após a autora iniciar processo contra a xAI de Elon Musk. A demanda alega violação de proteção de dados e de informações privadas por permitir a geração de imagens falsas.
O advogado Ravi Naik afirmou que já atua em defesa de múltiplas pessoas que buscam reparo por conteúdo sexualizado não consensual criado pela ferramenta Grok. Segundo ele, muitos clientes tiveram dificuldade para remover as imagens até receber apoio jurídico.
Naik comparou a disputa a um caso de responsabilidade de arquitetos, afirmando que quem projeta e implementa modelos de IA responde por escolhas de projeto. O processo foi apresentado na High Court de Londres em nome de Asato, que busca responsabilizar a empresa pelos danos.
Desdobramentos e contexto
A ação sustenta que xAI violou a lei de proteção de dados ao permitir a geração das imagens. Em janeiro, a Grok ganhou notoriedade ao produzir cerca de 3 milhões de imagens sexualizadas em menos de duas semanas, conforme pesquisa.
Posteriormente, Musk restringiu o uso da tecnologia e elevou o conteúdo atrás de paywall, limitando a capacidade da ferramenta de atender a prompts sexuais. Asato relata sofrimento psicológico com imagens falsas não consensuais.
A parlamentar afirmou que a ação busca sinalizar responsabilidade de empresas de IA pelas decisões de design e pelas opções de operação do produto. Ela também relatou ataques verbais recebidos após anunciar a ação, incluindo imagens geradas por IA.
Contexto político e resposta
Keir Starmer elogiou a legitimidade da ação contra a xAI, ressaltando a gravidade das imagens criadas. O secretário de negócios, Peter Kyle, comentou a necessidade de responsabilização de Musk pelo conteúdo nas plataformas. A xAI não comentou o caso até o momento.
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