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FBI demite analistas ligados a memorando contestado sobre ideologia católica

FBI demite analistas ligados a memo contestado sobre católicos tradicionalistas radicais, em meio a purge sob o diretor Kash Patel

FBI director Kash Patel.
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  • Várias analysts do FBI (Federal Bureau of Investigation) ligados à criação de um memorando de 2023 sobre uma suposta ameaça de extremistas católicos foram demitidos na sexta-feira, segundo o advogado dos funcionários.
  • As demissões integram uma onda mais ampla de cortes de pessoal sob a liderança do diretor Kash Patel, aliado de Donald Trump.
  • O memorando de Richmond, Virgínia, que ligava uma suposta ideologia católica tradicionalista a extremistas com motivações raciais, gerou polêmica política e foi rapidamente retratado pela direção do FBI.
  • Uma revisão interna do FBI apontou falhas na prática analítica dos profissionais envolvidos e na forma como o tema religioso foi relacionado a ideologias violentas, sem evidências ou apoio articulável suficientes.
  • A Justiça divulgou investigações anteriores que questionaram a prática analítica, mas não encontraram má-fé ou propósito inadequado, enquanto novas demissões ocorreram em diferentes setores da agência.

O FBI demitiu nesta sexta-feira vários analistas ligados à criação de um memorando de 2023 que alertava para uma possível ameaça de extremismo violento associado a católicos, segundo o advogado dos demitidos. A ação ocorre em meio a uma limpeza de pessoal sob a liderança do diretor Kash Patel.

Entre os demitidos estão quatro analistas de inteligência e um analista supervisor. O FBI não comentou oficialmente o caso. O advogado dos ex-funcionários afirmou que a demissão é injusta e não tem embasamento nos fatos, destacando a dedicação dos profissionais.

O memorando, produzido em janeiro de 2023 no escritório regional de Richmond, Virgínia, apareceu como ponto de discórdia político, sendo citado por membros do Congresso como evidência de suposta perseguição a conservadores durante a gestão de Joe Biden. O FBI afirmou que o documento foi rapidamente retractado e que houve revisão interna.

Patel, aliado de Donald Trump, tem promovido uma ampla limpeza de quadro, inclusive em áreas investigativas, sob a justificativa de alinhamento com a agenda administrativa. Em fevereiro, outra leva de demissões atingiu agentes de contraespionagem envolvidos em investigações sobre Trump e documentos classificados.

O memorando de Richmond tratava de uma suposta ligação entre uma ideologia católica identificada como Radical Traditionalist Catholic e extremistas raciais ou étnicos, sugerindo caminhos para desenvolvimento de fontes e técnicas de vigilância. O material foi alvo de críticas por parte da direção do FBI.

Uma revisão interna do FBI, apresentada a Congressos em 2023, apontou falhas no padrão técnico-analítico do grupo responsável, afirmando que não houve evidência suficiente para sustentar a associação entre religião e extremismo violento. O relatório enfatizou que determinar ações de investigação com base na fé viola princípios fundamentais.

Ainda segundo o relatório do inspector general do Departamento de Justiça, divulgado em 2024, houve desvios de prática analítica, mas não houve comprovada intenção maliciosa ou propósito inadequado. O caso segue sob análise de fontes oficiais e processos administrativos.

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