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Presidente do TSE afirma que pesquisas devem seguir regras específicas

Nunes Marques sustenta que julgamento define regras para pesquisas eleitorais, não implica liberdades de expressão, visando balizar institutos para outubro

Ministro do STF Nunes Marques — Foto: Rosinei Coutinho/STF
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  • O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou a interlocutores que o julgamento desta terça-feira sobre a suspensão da pesquisa do AtlasIntel servirá para balizar regras para as eleições de outubro.
  • Ele disse que a discussão não envolve liberdade de expressão e que institutos de pesquisa não podem perguntar o que quiserem em matéria eleitoral.
  • A decisão envolve a retirada e a suspensão da divulgação da pesquisa, que apontou queda de cinco pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, após vazamento de áudio relacionado ao Banco Master.
  • O processo questiona se o questionário poderia induzir respostas, com oito das quarenta e nove perguntas ligadas ao Banco Master, conforme alegação do PL.
  • O plenário do TSE deve decidir se mantém a ordem de exclusão e suspensão; ministros avaliam como a Corte pode atuar em casos eleitorais com a nova composição.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou a interlocutores que o julgamento desta terça-feira (9) sobre a decisão que suspendeu a divulgação de uma pesquisa do AtlasIntel pode balizar a atuação de institutos de pesquisa para as eleições de outubro.

Nunes Marques sustenta que o tema não representa um debate sobre liberdade de expressão, destacando que os institutos têm regras específicas para pesquisas eleitorais, que devem ser registradas e não podem influenciar o pleito.

A ação em análise envolve a decisão que retirou do ar e suspendeu a divulgação da pesquisa realizada pelo AtlasIntel, após vazamento de áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o Banco Master.

Segundo a decisão, o conteúdo foi questionado por violar normas técnicas e apresentar potencial viés político ligado a propostas identificadas com o grupo investigado pelo caso, com impactos na imagem do pré-candidato.

Relatos de interlocutores indicam que o ministro avalia tratar-se de um debate técnico sobre o cumprimento das regras, sem finalidade de interferir na disputa eleitoral.

O objetivo apontado é evitar que o tema pesquisa seja usado como arena de disputa, mantendo o foco nos aspectos metodológicos e regulatórios.

O plenário do TSE deve decidir se mantém ou não a decisão de retirar o conteúdo e suspender a divulgação da pesquisa, anunciada em maio e que apontou queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

A divulgação ocorreu após o vazamento de áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro a um empresário, ligado ao Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, conforme registro público do caso.

A AtlasIntel afirmou respeitar a decisão do ministro e disse que está fornecendo informações sobre a metodologia da pesquisa, assegurando que a análise técnica esclarecerá os fatos.

Participam da sessão os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha, além de Kassio Nunes Marques.

Dias Toffoli tem histórico de participação em casos ligados ao Banco Master no STF, mas deve atuar na análise no TSE, segundo a leitura de bastidores.

Observa-se no ambiente do tribunal a expectativa de que, com a gestão de Nunes Marques, o tribunal adote postura mais contida e com decisões menos intervencionistas na disputa eleitoral.

Analistas internos indicam ressalvas entre ministros sobre o cronograma e a urgência da decisão, visto que a pesquisa foi tornada pública em maio e não houve necessidade imediata de um veredito individual.

Caso AtlasIntel acontece em um momento de avaliação sobre o papel da Justiça Eleitoral na fiscalização de pesquisas e sua aplicação prática nas comunicações de campanhas eleitorais.

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