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Família da vítima de ataque em Belfast pede não inflamar violência

Família da vítima em Belfast pede serenidade e rejeita a tragédia como pretexto para hostilidade; protestos não são bem-vindos, destacando a contribuição de migrantes

Burnt-out cars and houses in east Belfast after violence broke out in response to a stabbing in the city.
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  • A família da vítima do ataque com faca em Belfast pediu calma e afirmou que a violência não é solução, destacando a importância das contribuições dos migrantes ao país.
  • Stephen Ogilvie permanece no hospital após ter perdido o olho esquerdo; imagens do ataque circulam nas redes sociais.
  • Hadi Alodid, de 30 anos, sudanês, foi levado a tribunal de Belfast acusado de tentativa de homicídio contra Ogilvie, ameaça de matar um radiografista do NHS e posse de faca; ele permanece em custódia por quatro semanas, fiança negada, com o caso marcado para 8 de julho.
  • Em Belfast, houve distúrbios com veículos e casas incendiados e bloqueios de vias na noite de terça, após chamados de ativistas para as ruas.
  • O juiz afirmou que serviços de emergência não devem ser alvo de ataque e que quem participar da violência poderá ir para a prisão, enquanto a família agradeceu aos que ajudaram e pediu privacidade.

O ataque com faca em Belfast deixou Stephen Ogilvie gravemente ferido. A vítima perdeu o olho esquerdo e permanece no hospital. O episódio ocorreu na segunda-feira à noite, mobilizando a cidade e gerando ampla repercussão nas redes sociais.

Situação policial e andamento do caso

Hadi Alodid, de 30 anos, sul-danês, foi levado ao tribunal de magistrados de Belfast na quarta-feira, sob a acusação de tentar matar Ogilvie, ameaçar um radiologista do NHS e portar uma faca. Alodid recebeu visto de residência de cinco anos após entrar pela Irlanda e permanece sob custódia, com audiência marcada para 8 de julho.

Conversas públicas desde o ataque também associaram a violência a tumultos na cidade na noite de terça-feira. Multidões, entre elas homens mascarados, atearam fogo a veículos e imóveis e bloquearam vias, em meio a apelos de ativistas para as ruas.

Reação da família e contexto social

A família de Ogilvie pediu calma, destacando que a violência não pode servir de resposta ao ocorrido. Em nota, elogiaram a atuação rápida de moradores, serviços de emergência e profissionais de saúde que socorreram a vítima. Reforçaram a importância de apoiar migrantes que contribuem para o país, inclusive nos setores de saúde e hotelaria.

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