- Quatro ativistas da Palestine Action foram considerados terroristas pelo tribunal britânico por danos em uma fábrica da Elbit Systems UK, em Gloucestershire, em 2024.
- O juiz determinou a“conexão terrorista” sob a seção 69 da Lei de Sentenças, o que deve resultar em sentences mais severas e em maior monitoramento pós-liberação.
- A acusação informou que o raid causou cerca de £1,2 milhão em danos, incluindo a destruição de 41 ativos militares e danos a seis unidades de um sistema de drones não identificado.
- Samuel Corner foi condenado também por ferir gravemente sem intenção a sargento Kate Evans ao desferir uma marreta; ele declarou ter entrado em pânico após spray de pimenta.
- Aproximadamente 500 manifestantes participaram de apoio do lado de fora do tribunal; mais de 70 pessoas foram detidas por suposto apoio à Palestine Action, que é proibida sob a Lei de Terrorismo, com decisão sobre a validade da proibição pendente.
Four activists linked to Palestine Action serão sentenciados como terroristas no Reino Unido após danos a uma fábrica de armamentos israelense no país.
O crime ocorreu em Gloucestershire em 2024, quando o grupo invadiu as instalações da Elbit Systems UK, causando danos a drones e outros equipamentos, avalizados em mais de 1,2 milhão de libras. Samuel Corner, 23, Charlotte Head, 30, Leona Kamio, 30, e Fatema Rajwani, 21, foram considerados culpados de dano criminoso.
No julgamento, Quentin Johnson, juiz, reconheceu a ligação com terrorismo sob a seção 69 da Lei de Sentenciamento, antes de fixar as penas. Corner também foi condenado por ferimentos graves não intencionais por acertar uma sledgehammer a uma policial. A defesa questionou o uso da etiqueta de terrorismo para ofensa não violenta.
Decisão de ligação terrorista e implicações
A avaliação aponta que os atos visaram intimidar o governo britânico e parte do público ligado à Elbit, para promover uma causa política. A determinação implica penas mais severas e supervisão policial vitalícia, com maior tempo de cumprimento de pena.
A defesa argumentou que o uso da ferramenta legal é sem precedentes para crimes não violentos, e que isso cria um precedente de endurecimento. Advogados dos réus destacaram que, apesar da consciência dos atos, não houve condenação por terrorismo em júri.
Entre as testemunhas, a policial Evans descreveu o impacto dos ferimentos, pedindo por justiça. A acusação apresentou relatório apontando danos a 41 ativos militares, além de drones e unidades do sistema invisível, somando prejuízo estimado em milhões.
Protestos e contexto
Ao redor do tribunal de Woolwich, cerca de 500 manifestantes foram aos arredores, com parte apoiando Palestina Action. Mais de 70 pessoas teriam sido presas por suposta associação à organização, que permanece sob regime de proibição pendente de decisão judicial sobre a validade da proibição.
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