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Mendonça expõe suposta máfia de Vorcaro e contesta manobra no STF

Mendonça mantém as prisões de Henrique e Felipe Vorcaro, rejeitando pressão para soltá-los e defendendo a continuidade da operação Compliance Zero

André Mendonça rebateu ponto a ponto críticas de Gilmar Mendes à investigação do Master. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • Em sessão da Segunda Turma do STF, o ministro André Mendonça rebateu críticas de Gilmar Mendes e defendeu a continuidade da investigação da Operação Compliance Zero.
  • Mendonça afirmou que não prendeu para forçar delação e que não aceitaria acusações sem fundamento, mantendo o foco na apuração de fraudes no sistema financeiro.
  • As prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro foram mantidas, impedindo manobras que poderiam atrapalhar a investigação.
  • Gilmar Mendes propôs a soltura com monitoramento; Nunes Marques acompanhou Mendonça, consolidando a manutenção das prisões.
  • Mendonça detalhou supostas ameaças a testemunhas pela milícia ligada a Vorcaro e afirmou que a preservação das provas é essencial para a apuração.

No STF, o ministro André Mendonça manteve as prisões preventivas de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, e Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro. A decisão ocorreu durante a análise da Segunda Turma, nesta terça-feira (16), e visa manter a continuidade da investigação da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

Mendonça rechaçou críticas de Gilmar Mendes, que defendia a soltura dos dois sob monitoramento. O relator rebateu acusações de que a prisão seria usada para forçar delação e afirmou que não admitiria ataques à investigação. A sessão ocorreu após o envio do caso para julgamento pela turma, em fim de maio.

Henrique foi preso por manter, segundo a PF, um grupo de apoio conhecido como Turma, que intimidava opositores e realizava pagamentos a hackers. Felipe foi preso por irregularidades ocorridas em janeiro, quando deixou rapidamente uma casa em Trancoso (BA) para escapar de busca e apreensão. Investigações apontam depósitos significativos para autoridades.

Condução do julgamento

Gilmar Mendes abriu o voto defendendo a soltura de Henrique e Felipe com tornozeleiras, sob condicionantes. O ministro criticou a atuação de investigadores e o monitoramento de advogados, citando supostos vazamentos e pressões para delação. Ribeiro, porém, não viu fatos recentes que justificassem a liberação.

André Mendonça complementou seu voto para sustentar as prisões. Enumerou supostos vínculos entre o grupo de Vorcaro e atividades de milícia, com relatos de ameaças a testemunhas e uso de terceiros para coibir resistências. A defesa, segundo ele, poderia apresentar novos elementos para reavaliação.

Provido outro cenário

Durante a sessão, Mendonça afirmou que a fraude envolve estruturas complexas, incluindo possíveis infiltrações no sistema policial e contatos com operadores do jogo do bicho. O ministro relatou ainda episódios de pressão sobre familiares de investigados e destacou que a delação não é objetivo central da investigação, mas resultado potencial de provas robustas.

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