- O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal e permanece em prisão domiciliar humanitária determinada pelo STF.
- A defesa afirma que o inquérito deve ser arquivado, alegando que a arma estava registrada e não houve decisão judicial para cancelamento ou entrega do armamento.
- Segundo os advogados, a pistola apresentava defeito de funcionamento e foi checada por um sargento do Exército que atua na segurança de Bolsonaro.
- A defesa nega tentativa de descumprir decisão judicial, afirmando que não houve intenção de desobedecer a ordem legal.
- A investigação teve início após a apreensão da arma durante uma blitz em Taguatinga; os advogados dizem que integrantes da segurança retiraram o percussor da arma devido à saúde de Bolsonaro e ao uso de medicações psiquiátricas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta tarde. Ele está em prisão domiciliar humanitária autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O depoimento ocorreu na residência de Bolsonaro, em meio às investigações sobre a apreensão de uma pistola registrada em seu nome.
Segundo a defesa, Bolsonaro esclareceu os mesmos pontos já apresentados por escrito ao STF. Os advogados sustentam que a arma estava devidamente registrada e que não havia decisão judicial para cancelamento do registro ou entrega do armamento. A defesa também afirma que o equipamento apresentava defeito.
De acordo com o advogado, Bolsonaro verificou uma falha no funcionamento da pistola e pediu a um de seus seguranças que examinasse o problema. O sargento Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança, afirmou ter transportado a pistola para manutenção após identificar a pane.
A defesa sustenta que integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor da arma sem o conhecimento de Bolsonaro, deixando o armamento inoperante. Os advogados alegam que a medida teve relação com o estado de saúde do ex-presidente e com o uso de medicamentos psiquiátricos.
A investigação teve início após a apreensão da arma durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga. O sargento citado confirmou a ocorrência durante o procedimento policial. A apuração segue para esclarecer circunstâncias e responsabilizações possíveis.
Desenvolvimento do caso e próximos passos
A defesa afirmou ao STF que o inquérito deve ser arquivado. Advogados destacam que não houve descumprimento de decisão judicial e que houve explicação técnica sobre o estado da arma e a saúde de Bolsonaro. A polícia deve analisar as informações apresentadas e seguir com os trâmites legais.
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