- O ex-presidente Jair Bolsonaro depôs por cerca de cinco minutos à Polícia Civil sobre a arma apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante blitz em Taguatinga.
- Bolsonaro confirmou que apenas pediu ao segurança para avaliar a pistola Glock 9mm, que não estava funcionando.
- O depoimento ocorreu na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária; o prazo de 90 dias termina no final deste mês.
- A arma foi apreendida às 23h30 da segunda-feira, dia 15, após a abordagem de um veículo com motorista que disse ser servidor do GSI; ele afirmou que retirou a pistola para reparo.
- A defesa sustenta que não houve vínculo entre o pedido de conserto e o fim da prisão domiciliar; a Polícia Civil abriu inquérito em 17 e Moraes autorizou o depoimento na domiciliar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (23). Oitiva durou cerca de cinco minutos e tratou da arma apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz. O segurança pediu avaliação da pistola Glock 9mm, que não estava funcionando.
Os agentes da Polícia Civil permaneceram na residência de Bolsonaro por aproximadamente 40 minutos, onde ele cumpre prisão domiciliar. O depoimento ocorreu na véspera do fim do benefício de 90 dias, concedido pelo STF em 24 de março.
A arma foi apreendida na noite de 15 de abril, após abordagem de um Honda Civic no Pistão Norte, em Taguatinga. O motorista, servidor do GSI, afirmou que a pistola e um carregador pertenciam ao ex-presidente.
Contexto e desdobramentos
O motorista disse ter retirado a pistola no dia 15 para conserto, com a promessa de devolução no dia seguinte. A Polícia Civil abriu inquérito no dia 17 para investigar o caso, e Moraes autorizou o depoimento na prisão domiciliar.
A defesa de Bolsonaro confirmou o pedido de conserto da pistola, mas negou relação entre o pedido e o término da prisão domiciliar. Os advogados apontam que a equipe de segurança removeu o percussor por uso de medicamentos psiquiátricos.
A Polícia Militar indicou que veículos usados pelos agentes não são vistoriados na residência, permanecendo na via pública durante o serviço. Moraes lidera a fiscalização da execução penal de Bolsonaro.
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