- Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde reconheceu a doença renal como prioridade global em saúde pública, incluindo a doença renal crônica entre as prioridades de doenças crônicas não transmissíveis.
- A Sociedade Brasileira de Nefrologia afirma que o reconhecimento aumenta a visibilidade da DRC e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
- Fatores de risco para a doença renal incluem diabetes, hipertensão, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, tabagismo, uso crônico de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos, além de infecções urinárias, desidratação e consumo inadequado de água.
- O rastreio da função renal envolve exame de creatinina e urina com pesquisa de albuminúria, além de aferição de pressão, glicemia e hemoglobina glicada.
- Sinais de alerta são inchaço, urina escura ou espumosa, mudanças no ritmo urinário, dor no flanco, fadiga, náuseas, hipertensão persistente e alterações neurológicas.
Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde classificou a doença renal como prioridade global de saúde pública. A doença renal crônica passou a figurar entre as principais doenças crônicas não transmissíveis, ao lado de cardiovascular, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia destaca que o reconhecimento aumenta a visibilidade da DRC e incentiva investimentos em educação, diagnóstico precoce e tratamento. No Dia Mundial do Rim, a entidade alerta sobre o impacto de fatores ambientais no risco renal ao longo da vida.
O Dia Mundial do Rim é lembrado nesta quinta-feira, 12 de maio. A SBN reforça que prever e evitar nefropatias requer ações de prevenção, promoção de saúde e cuidado sustentável nos serviços de saúde. Sustentabilidade envolve prevenção qualificada.
Fatores de risco
Diabetes mellitus e hipertensão arterial são os principais fatores de risco. Histórico familiar, obesidade, sedentarismo e tabagismo também contribuem para a DRC. O uso crônico de medicamentos nefrotóxicos, como anti-inflamatórios, aumenta o risco.
Outras condições associadas incluem doenças cardiovasculares, infecções urinárias recorrentes, obstrução urinária, desidratação e ingestão inadequada de água. O médico ressalta a necessidade de monitorar o uso de certos fármacos.
Rastreio e diagnóstico
O nefrologista Geraldo Freitas, do Hospital Universitário de Brasília, aponta que exames simples ajudam na detecção precoce. Creatinina, urina com pesquisa de albuminúria e aferição de pressão são fundamentais.
Também devem ser avaliados glicemia e hemoglobina glicada para detectar diabetes, associada ao risco renal. Freitas enfatiza que muitos casos evoluem de forma silenciosa, tornando o rastreio essencial.
Sinais de alerta
Indícios como edema em pernas e rosto, urina escura ou espumosa, mudanças no padrão urinário e aumento noturno da diurese devem acionar avaliação médica. Dor no flanco, fadiga, náuseas e pressão arterial alta persistente também sinalizam necessidade de checagem.
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