Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Na Patagônia, a vida de uma puma é decidida por fronteiras políticas

Patagônia: fronteiras entre Chile e Argentina definem o destino dos pumas, entre conflitos com pecuária, caças legais e ecoturismo

A puma in Torres del Paine National Park, Chile. Image by Cristian Sepúlveda.
0:00
Carregando...
0:00
  • A vida dos pumas na Patagônia depende da fronteira entre Chile e Argentina, com políticas diferentes de manejo e proteção em cada país.
  • No Chile, caça de pumas foi proibida em mil oitenta; hoje há proteção, parques e uso de medidas não letais, fortalecendo o ecoturismo com observação de pumas.
  • Na Argentina, especialmente na região de Patagônia, pumas são vistos como praga por alguns produtores de ovelhas, devido aos ataques que afetam a renda dos criadores.
  • Conversões de território e conflitos com pecuários levaram a ações de controle, incluindo uso de venenos e armadilhas no passado, além de pagamentos de recompensas por pumas em várias províncias.
  • Dados recentes apontam perdas significativas para goatters e ovinos por pumas, com esforços de conservação em ambos os países buscando reduzir ataques e promover coexistência.

Patagônia: a vida das pumas é moldada pela fronteira entre Chile e Argentina. O manejo de ovinos e a presença do felino colocam os produtores frente a políticas distintas de dois governos na região mais remota do Cone Sul. As mudanças chegam a cada travessia de fronteira.

Na prática, o que muda depende do país. No Chile, as pumas já convivem com fotógrafos de vida selvagem e guardas florestais, com políticas que promovem co-existência. Já na Argentina, caças, armadilhas e venenos têm sido usados para proteger os rebanhos.

Vincente Navarra, pecuarista de 71 anos, vive na linha de fronteira entre os dois países. Sua família trabalha com pecuária na Patagônia há gerações, e ele foi o primeiro da família a atravessar para produzir lã do lado chileno. O passado dele mostra o efeito da fronteira na relação homem-puma.

As perdas ocorrem principalmente entre ovelhas e cabras. Em Torres del Paine, no Chile, um felino pode dizimar várias ovelhas em uma só noite, trazendo prejuízos significativos para pequenos produtores. No Chile, estratégias não letais são incentivadas para reduzir o conflito.

No norte da Patagônia argentina, pensa-se nas pumas como praga para criadores. Dados da Wildlife Conservation Society Argentina indicam perdas médias anuais superiores a 6% do capital em rebanhos, especialmente entre lobos e pumas, com o risco de aumento se o habitat reduzir.

Histórico e medidas públicas também se cruzam. A caça às pumas foi legalizada no passado na Argentina, com recompensas por peles em várias províncias, e o uso de estricnina já foi registrado entre pecuaristas. Hoje, as políticas variam conforme a região e o enfoque de conservação.

Aproximando-se da prática atual, o Chile proibiu a caça de pumas em 1980 e, com a proteção de Torres del Paine, houve recuperação populacional. Hoje, estimativas situam a população total entre 50 e 200 indivíduos no parque, com 50 a 100 dentro de seus limites.

Em terras chilenas, soluções como cães-guia, cercas anti-predação e manejo noturno reduziram ataques. A proteção legal a predadores nativos também orienta as ações dos produtores, com apoio governamental para formas não letais de mitigação, variando pela região.

Alguns pecuaristas migraram para o ecoturismo, explorando observação de pumas como alternativa econômica. A convivência passou a depender do equilíbrio entre proteção de espécies e proteção de meios de subsistência, com impactos diferentes para cada fronteira.

Entre eco, economia e ética, organizações como WCS Argentina e Panthera atuam para incentivar a predação nativa em prey adequados, promovendo o guanaco como presas nativas. Mesmo assim, a situação continua amena apenas em partes da Patagônia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais