- A PT Mayawana Persada, maior empresa de desmatamento da Indonésia, continua desmatando peatlands em habitat de orangotango, mesmo após ordem do governo para parar o desmatamento de florestas.
- Desde 2016, já foram desmatados mais de trinta e cinco mil hectares na concessão de cento e trinta e seis mil setecentos e dez hectares, em West Kalimantan.
- ONG apontam que trinta mil e duzentos e noventa e seis hectares de peatland foram convertidos, com quinze mil e quinhentos e sessenta hectares protegidos; entre 2016 e 2022, desmatou quinze mil seiscentos e quarenta e três hectares de habitat de orangotangos.
- Em 28 de março de 2024, o Ministério do Meio Ambiente emitiu ordem para interromper desmatamento em áreas já degradadas, focar em terras degradadas e restaurar o que foi destruído, para cumprir metas de absorção de carbono até 2030.
- A coalizão de ONG afirma que, entre 1 e 24 de abril de 2024, foram desmatados 434,33 hectares em áreas de alto valor de conservação; há pressão para revogar licenças, sob pena de emissões estimadas em até 344.740 toneladas de CO₂ equivalente se as áreas de linhas de manejo forem desmatadas.
PT Mayawana Persada, maior empresa de desmatamento da Indonésia, continua a limpar áreas de peatland em habitat de orangotango, apesar de ordem governamental para interromper o desmatamento. A decisão veio após denúncias de ONGs e ativistas.
Desde 2016, a empresa já desmatou mais de 35 mil hectares na concessão de 136.710 hectares, em West Kalimantan. A atividade mira plantações industriais de celulose, com impactos sobre ecossistemas e carbono do solo.
O território é considerado crucial para orangotangos e para o estoque de carbono saturado em peatland. Estimativas mostram conversão de 30.296 hectares de peatland, com 15.560 hectares de área protegida, até mar/2024.
Situação atual
Um relatório de coalizão de ONGs aponta que, de 2016 a 2022, 15.643 hectares de habitat conhecido de Pongo pygmaeus foram desmatados pela empresa. O caso ganhou atenção pública pela escala e pelo papel climático das áreas afetadas.
Um estudo conjunto ligou Mayawana Persada a redes de fornecimento ligadas ao grupo Royal Golden Eagle, com a empresa negando vínculos formais. Diversos relatos indicam, porém, contatos em gestão e cadeia de suprimentos.
Ação governamental e dificuldades de monitoramento
O Ministério do Meio Ambiente e Florestas enviou uma carta em 28 de março de 2024 ordenando a paralisação de atividades de manejo em áreas degradadas, foco em restauração e proteção de áreas com alto valor de conservação (HCV).
Para cumprir a meta FOLU net sink 2030, o ministério exige proteção de 79.773 hectares de HCV dentro da concessão, além de evitar novas queimas ou desmatamento. A adequação visa aumentar o carbono absorvido pela floresta.
Testemunhos e conflitos
Organizações locais destacam que a autorização não considerou conflitos com povos indígenas Dayak, cujo território coincide com a área da empresa. Em abril, representantes da coalizão solicitaram ação mais drástica para proteção de terras.
Oficiais do ministério responderam que a resolução de conflitos não é competência do órgão que concede licenças. Comitês de direitos humanos receberam denúncias de violências e expulsões.
Pedidos e próximos passos
A coalizão solicita a revogação das licenças de Mayawana Persada para proteger 51 mil hectares remanescentes de floresta. Segundo especialistas, a retirada é crucial para impedir novos desmatamentos e emissões.
Analistas estimam que o desmatamento adicional de 6.268 hectares de floresta úmida primária poderia emitir cerca de 344 mil toneladas de CO2 equivalente, além de ameaçar ninhos de orangotangos.
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