- Verra levantou a suspensão do Southern Cardamom REDD+ em 10 de setembro, após revisar audits por cerca de 14 meses.
- O projeto, de 465 mil hectares, fica no sudoeste do Camboja e é gerido pela Wildlife Alliance, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.
- As denúncias da Human Rights Watch, em 2024, apontaram violações de direitos, como falta de consentimento, deslocamentos e intimidação de comunidades locais.
- A Wildlife Alliance informou ações para reforçar direitos humanos, com votações comunitárias, criação de fundos e treinamento, e prevê um relatório de progresso para o início de 2025.
- A Everland acompanhou as mudanças, destacando melhorias além do padrão exigido, e a Verra afirmou que novas ações serão monitoradas ao longo do próximo ano.
O veredito: a Verra reintegrou o projeto Southern Cardamom REDD+ no Camboja após uma revisão de audits realizada por cerca de 14 meses. A certificação permite novamente a emissão de créditos de carbono do principal programa REDD+ do país.
O Southern Cardamom, onde atuam Wildlife Alliance e o Ministério do Meio Ambiente, ficou suspenso desde junho de 2023, após denúncias da HRW sobre violações de direitos, incluindo consentimento prévio, deslocamentos e intimidação. A gestão envolve áreas de floresta densa no sudoeste.
Wildlife Alliance anunciou ações para ampliar direitos humanos e participação comunitária, como votações internas, criação de fundos comunitários e relatório de progresso previsto para 2025. A ONG também informou medidas de cooperação com comunidades locais.
Progresso e participação das comunidades
Entre junho de 2023 e setembro de 2024, a organização realizou votação secreta entre 29 comunidades, com participação recorde em comparação a pesquisas anteriores. A desenvoltura financeira incluiu US$ 2 milhões investidos em desenvolvimento comunitário e alternativas de subsistência em 2023.
Verra ressaltou que, apesar de reconhecer avanços, melhorias contínuas são necessárias ao longo do próximo ano. Um relatório de progresso, elaborado pela Wildlife Alliance, deve ser apresentado no início de 2025 para avaliação do cumprimento das metas.
Observações sobre o contexto
Críticos destacam que a revisão de Verra não envolveu entrevistas diretas com vítimas; HRW questiona a independência do processo. Organizações locais também apontam que o escrutínio desk-based pode omitir relatos de abuso no terreno.
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