- O Brasil realizou operações para expulsar garimpeiros Munduruku em Territórios Munduruku e Sai-Cinza, com preocupação sobre retomada das atividades.
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- A Blue Creek, afluente crucial para a corrida de salmões, foi devolvida à Nação Yurok para restauração da bacia e do ecossistema.
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- Conflitos na região leste da República Democrática do Congo deslocam povos Batwa e Bambuti devido a disputas por minerais e controle de áreas.
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- Cortes de financiamento da USAID, anunciados no início do ano, atrasam a conservação comunitária na Etiópia e afetam projetos na Bacia Amazônica.
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- Comunidades indígenas da Argentina demonstram preocupação com a exploração de lithium em seus territórios sem FPIC, destacando impactos sobre água e biodiversidade.
Em 2025, comunidades indígenas enfrentaram avanços e retrocessos na defesa de seus territórios, com ações de governo, justiça e sociedade civil em diferentes regiões do mundo. O fio comum é a luta por autonomia, consulta prévia e proteção ambiental.
No Brasil, operações para expulsar garimpeiros em terras Munduruku foram divulgadas em março, com foco na repressão ao garimpo ilegal e na manutenção de direitos territoriais. Movimentos indígenas acompanham o desfecho das ações e temem retomada do trabalho irregular.
Brasil: Munduruku e territórios ameaçados
A atuação estatal envolveu forças de segurança e organizações locais. Autoridades afirmam que a operação busca cumprir leis ambientais e de demarcação de terras, prevenindo danos a ribeirinhos e à biodiversidade. A fiscalização segue em andamento.
Blue Creek, EUA: devolução de bacia aos Yurok
Na Califórnia, a devolução da bacia Blue Creek à nação Yurok representou um dos maiores acordos de devolução de terras para proteção de salmonídeos. A restauração de 19 mil hectares busca recuperar recursos hídricos e a migração de peixes.
DRC: conflitos e deslocamentos de povos Batwa/Bambuti
No leste da República Democrática do Congo, cidades como Goma e Bukavu caíram diante de ofensivas do grupo M23. Indígenas Batwa e Bambuti foram obrigados a deixar áreas de uso tradicional, com impactos na floresta e na extração de minerais.
Ethiopia: cortes da USAID atrasam conservação
O corte repentino de financiamento da USAID atingiu áreas de conservação comunitária no Lower Omo, afetando comunidades Mursi, Bodi e outros. Projetos de manejo de biodiversidade, empregos locais e combate à caça ilegal ficaram prejudicados.
Ecuador: guardiãs protegem florestas amazônicas
Guardiãs indígenas, principalmente mulheres, patrulham 40 mil hectares para impedir atividades extrativas. O programa mantém práticas culturais e protege ecossistemas, ainda que haja tensões políticas sobre privatizações de áreas protegidas.
Argentina: debates sobre lithium e FPIC
Comunidades Atacama e Kolla próximas às reservas de lithium no norte argentino alertam para ausência de FPIC de empresas como Pan American Energy. Preocupações incluem impactos hídricos e a conservação de Salinas Grandes e Laguna de Guayatayoc.
Noruega: Sámi e descarte de resíduos mineiros
O Sámi expressa preocupação com a proposta de despejar resíduos da mina Blue Moon Metals no fiorde Repparfjord. Repercussões incluem riscos a peixes migratórios e a modo de vida tradicional de comunidades de rebanho e pesca.
Filipinas: micro-hidrelétricas para comunidades isoladas
Soluções comunitárias por meio de micro-hidrelétricas passaram a suprir casas e escolas em áreas montanhosas, conectando regiões antes sem rede elétrica. Projetos são liderados por comunidades indígenas com apoio de organizações da sociedade civil.
Indonésia: promessa de florestas reconhecidas sob escrutínio
O compromisso de reconhecer 1,4 milhão de hectares de florestas indígenas até 2029 é alvo de ceticismo. Ativistas apontam lenta implementação de regulamentações locais e destacam a necessidade de reconhecimento além da meta anunciada.
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