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DNA ambiental em drone revela riqueza de vida no dossel da floresta

Drone com eDNA revela riqueza na copa da Amazônia peruana; água detecta mais espécies, copa aponta grupos não vistos na água, destacando necessidade de métodos complementares para conservação

A flowering rainforest tree in the Amazon.
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  • Cientistas usaram drones e análise de DNA ambiental (eDNA) para coletar amostras na copa da Amazônia peruana.
  • Comparando amostras de copa e de água, houve pouca sobreposição entre os taxons detectados, indicando grupos diferentes em cada método.
  • Ao todo, foram identificadas 257 espécies de vertebrados, com uma amostra contendo material genético de até 50 espécies diferentes.
  • O estudo ocorreu em duas áreas protegidas ao norte e ao sul do rio Tambopata, em meio a pressões como desmatamento, construção de estradas e mineração.
  • Conclui-se que é essencial usar os dois métodos de maneira complementar, apesar dos custos e desafios logísticos para ampliar a técnica.

O uso de drones aliado à análise de DNA ambiental (eDNA) permitiu detectar vida na copa das árvores na Amazônia peruana. A equipe combinou tecnologia com amostras de eDNA para mapear animais que vivem acima do nível do solo.

A pesquisa, realizada pelo Environmental Robotics Lab da ETH Zürich em parceria com Wilderness International, coletou amostras na copa de florestas protegidas ao norte e sul do Rio Tambopata. A ação visa entender a biodiversidade diante do avanço da destruição.

Os cientistas colocaram um sensor com uma esponja úmida entre galhos para coletar DNA que fica no ambiente. O drone repetia o trajeto para aumentar o contato com a vegetação, reduzindo a variabilidade dos dados de eDNA.

Metodologia

Os pesquisadores também coletaram amostras de água para comparação. O objetivo era verificar se canecos de água e copas captam grupos de espécies diferentes, oferecendo visão complementar sobre a fauna.

Ao analisar as amostras, foram identificadas 257 espécies de vertebrados. Uma única amostra chegou a conter DNA de até 50 espécies diferentes, corroborando dados de campo existentes.

A comparação entre copa e água mostrou pouca sobreposição entre deteções, sugerindo que a varredura de copa detecta grupos taxonômicos distintos dos encontrados na água. A divergência reforça a necessidade de métodos complementares.

Resultados e impactos

Os resultados indicam que, embora a água revele maior diversidade, as amostras da copa destacam grupos não captados pela água. Isso reforça a importância de combinar as duas abordagens na conservação.

Os pesquisadores destacam que a técnica pode fundamentar a criação de novas áreas de proteção e a captação de recursos para conservação. Ainda assim, o custo e os desafios logísticos podem dificultar escalabilidade.

O estudo aponta que a tecnologia, cada vez mais acessível, pode ampliar o monitoramento de ecossistemas de floresta tropical. A aplicação prática depende de avanços em disponibilidade e custo da eDNA.

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