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Austrália tem dinheiro para proteger a natureza, mas não gasta, diz perito

Especialista afirma que a Austrália tem recursos, mas investe pouco em conservação; 1% do orçamento poderia salvar espécies ameaçadas

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  • O ecologista Euan Ritchie afirma que a Austrália não está cumprindo as metas do Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework, apesar da rica biodiversidade.
  • Fala-se que apenas cerca de 0,06% do orçamento federal é destinado à conservação, enquanto seria necessário aproximadamente A$ seven bilhões para proteger espécies ameaçadas.
  • Existem mais de dois mil e duzentos espécies ameaçadas na Austrália, com 17 ecossistemas em colapso e outros dois na região subantártica/antártica entrando em colapso.
  • O koala é considerado ameaçado em Queensland, New South Wales e no Território da Capital Australiana (ACT).
  • A proposta de criar um “mercado de restauração da natureza” é criticada pelo pesquisador, que defende o aumento imediato de recursos públicos para conservação.

Australia tem alta biodiversidade, mas especialistas afirmam que falta dinheiro para protegê-la. Em um episódio recente do Mongabay Newscast, o ecólogo Euan Ritchie alerta que o país não investe o suficiente em conservação, embora tenha capacidade econômica para isso.

Segundo Ritchie, mais de 2.200 espécies australianas estão sobThreat hoje, com 17 ecossistemas em colapso no continente e dois outros em regiões subantártica e antártica. O koala é considerado ameaçado em Queensland, New South Wales e no ACT.

Os defensores dizem que apenas 1% do orçamento federal anual — cerca de A$7 bilhões — renderia proteção eficaz aos espécies ameaçadas e aos ecossistemas. O governo, contudo, direciona menos de 0,06% do orçamento à conservação da natureza, e aguarda queda futura.

O governo argumenta que a Australia está no caminho de cumprir metas do Kunming-Montreal Global Biodiversity Framework até 2050, que visam frear o declínio da biodiversidade e promover uso sustentável. Há, ainda, críticas sobre a criação de um “mercado de reparo da natureza” para certificados de biodiversidade.

Para os especialistas, o financiamento direto seria mais eficaz do que mercados voluntários. Eles afirmam que o país é rico e tem conhecimento científico suficiente para investir de forma substancial na conservação hoje.

Pesquisas da Biodiversity Council indicam apoio público amplo para aumentar os gastos governamentais com o meio ambiente, com 95% dos entrevistados favoráveis a mais investimentos. A decisão, porém, depende de disponibilidade política.

O tema envolve também a alocação de recursos para setores potencialmente prejudiciais, como combustíveis fósseis, que recebem investimentos estimados em mais de A$26 bilhões anuais. A comparação entre custos de proteção e subsídios a atividades poluentes é central no debate.

Especialistas ressaltam a necessidade de estratégias claras e diretas, priorizando a proteção de espécies, ecossistemas e serviços ambientais, sem depender exclusivamente de mecanismos de mercado.

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