- O mNAV da Strategy (foco em Bitcoin) ficou próximo de 1,02, com risco de cair abaixo de 1, o que depreciaria a relação entre valor de mercado e reservas de Bitcoin.
- Se o mNAV cair abaixo de 1, a empresa poderia ver as ações sendo precificadas abaixo do valor de suas reservas em Bitcoin, intensificando pressões de venda.
- A Strategy mantém 672.497 bitcoins em tesouraria, comprados desde agosto de 2020, a custo médio próximo de $75 mil por moeda; o Bitcoin está around $90 mil.
- A empresa já levantou cerca de $747,8 milhões via programa de venda de ações (ATM), aumentando a cobertura de caixa, estimada em aproximadamente 21 meses de obrigações de dividendos e juros.
- Se o preço médio de aquisição da BTC, em cerca de $74 mil, for ultrapassado pelo valor de mercado das reservas, o desconto pode se ampliar e gerar maior volatilidade entre os investidores.
Strategy, empresa de Michael Saylor dedicada ao Bitcoin, segue perto de tocar uma zona de risco: o mNAV fica em cerca de 1,02, acima de 1, mas com espaço estreito para cair abaixo desse patamar. Caso caia, a avaliação da empresa passa a ficar abaixo do valor de suas reservas em Bitcoin.
O mNAV, indicador que une valor de mercado e ativos em Bitcoin, já sinalizou fragilidade. O indicador próximo de 1,02 indica que o valor de mercado da empresa está próximo de igualar o valor de suas 672.497 moedas digitais em tesouraria.
A carteira de Bitcoin da Strategy já representa a maior posição corporativa global, adquirida desde 2020, a um custo médio de cerca de US$ 75 mil por moeda. Hoje, com o Bitcoin em torno de US$ 90 mil, o portfólio vale mais de US$ 60,7 bilhões, gerando ganho não realizado de aproximadamente 20%.
Apesar do peso dos ativos, a capitalização de mercado da empresa fica perto de US$ 45 bilhões, com avaliação diluída em torno de US$ 50 bilhões. Essa diferença sugere desconto frente aos ativos subjacentes e atrito com o valuation.
O risco aumenta pela necessidade de captar recursos adicionais via emissão de ações para financiar novas compras de Bitcoin. O custo de aquisição médio da BTC também atua como referência crítica para investidores.
Recentemente, a Strategy levantou cerca de US$ 747,8 milhões por meio do programa de ATM, segundo fontes da indústria. A empresa afirma que a reserva agora cobre aproximadamente 21 meses de juros e dividendos, reduzindo a pressa por venda de BTC em momentos de stress.
Executivos do grupo já sinalizaram que vender Bitcoin é última opção, usada apenas se não houver outras alternativas de financiamento e se a avaliação cair abaixo do base asset. A decisão visa mitigar riscos de liquidez.
Enquanto o preço do Bitcoin se mantém elevado, o desempenho das ações da Strategy segue mais fraco. O stock caiu mais de 60% nos últimos meses, encerrando 2025 com perdas relevantes em relação ao Nasdaq-100.
Essa divergência entre a resistência do BTC e a fraqueza das ações alimenta debates sobre a evolução da Strategy: se a empresa funciona como veículo de investimento ou como operação ligada à aquisição de BTC.
Analistas lembram que o prêmio de mercado da Strategy ao seu Bitcoin resiste, mas o mNAV próximo de 1,0 aumenta a atenção de reguladores e investidores sobre a viabilidade de novas captações e do futuro da estratégia de holdings.
Bitcoin, por sua vez, permanece em patamar elevado, com ganhos recentes em volume e preço, ainda que esteja cerca de 28% abaixo do recorde histórico. A volatilidade entre o desempenho do BTC e das ações da Strategy continua no centro das discussões de mercado.
Entre dados, números e movimentos, o cenário aponta para uma sensibilidade maior da estratégia a mudanças de preço, custo de captação e percepção de risco entre investidores que acompanham o ativo. Fonte de dados sobre reservas e métricas de mNAV permanece sob atenção do mercado.
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