- Hyperliquid reduziu em cerca de 90% os desbloqueios mensais de tokens da equipe, passando de ~1,2 milhão em janeiro para ~140 mil em fevereiro de 2026, visando reduzir diluição.
- A distribuição passou a ocorrer no dia 6 de cada mês, com cerca de 23,8% da oferta máxima de 1 bilhão de HYPE destinada aos principais colaboradores, sujeita a um cliff de um ano e vesting de 24 meses.
- O HYPE está em torno de US$ 33,9, com alta semanal de mais de 55%, e permanece cerca de 43% abaixo do pico histórico de US$ 59,30; a capitalização de mercado supera US$ 8 bilhões.
- Mais de 61% da oferta total permanece bloqueada; a circulação é de aproximadamente 238 milhões de tokens; o protocolo registrou forte demanda de HIP-3, com open interest recorde de US$ 790 milhões.
- Técnicos observam que romper a média móvel de 50 dias facilita continuidade para níveis entre US$ 30 e US$ 40; retornar a US$ 50 exigiria movimento expressivo de volume e alta sustentada, sob risco de queda caso não seja mantido o nível da média.
Hyperliquid reduziu drasticamente o desbloqueio mensal de tokens da equipe do projeto HYPE, buscando reduzir diluição. A medida ocorreu em meio a esperanças de manutenção da pressão de oferta diante da concorrência no mercado de futuros perp. sem perder fôlego.
A mudança de cronograma mostra que cerca de 90% dos desbloqueios mensais foram cortados: de 1,2 milhão de HYPE em janeiro para aproximadamente 140 mil em fevereiro de 2026. Contribuidores-chave recebem 23,8% do limite de 1 bilhão de HYPE, com vesting de 24 meses e clímax de um ano.
Informa-se que as liberações passam a ocorrer no dia 6 de cada mês, como parte da estratégia de diluição reduzida. A companhia aponta que a menor pressão de venda de curto prazo pode sustentar o ritmo de valorização diante da persistente competição no espaço de DEXs de contratos perp.
Dados de mercado e desempenho recente
HYPE ganhou cerca de 55% em uma semana, com a circulação de cerca de 238 milhões de tokens. O preço estava em torno de US$ 33,9 no momento da redação, após impulso recente, e a capitalização de mercado ultrapassou US$ 8 bilhões.
Mesmo assim, a recuperação não compensou a máxima histórica de US$ 59,30, atingida no auge do ano passado. Os indicadores de uso da camada de protocolo não mostraram mudança drástica, mantendo a tendência de alto nível de atividade.
O protocolo HIP-3 registrou interesse aberto recorde de US$ 790 milhões, sustentado por operações recentes no mercado de commodities. O fundador Jeff Yan afirmou que a liquidez de futuros de Bitcoin superou a de Binance em alguns cenários de livro de ordens.
O projeto aponta que mais de US$ 25 bilhões já passaram pelo volume acumulado de negociação desde o lançamento, com grande parte proveniente de futuros criados por equipes terceiras usando o framework HIP-3. O valor total bloqueado fica próximo de US$ 4,6 bilhões, com receitas anuais estimadas em cerca de US$ 714 milhões, parte direcionada a recompra e burn de HYPE.
Perspectivas técnicas
Do ponto de vista técnico, analistas destacam a mudança na estrutura de preços da HYPE após meses abaixo da média móvel de 50 dias no gráfico de 3 dias. O token rompeu esse patamar, interrompendo a sequência de topos menores.
A zona entre US$ 28 e US$ 29 passa a ser observada como suporte potencial, caso o recuo se confirme em teste. Se esse piso for mantido, há espaço para avanço até os US$ 30 a US$ 40, em queda o retorno a US$ 50 exigiria movimento expressivo de alta com volume estável.
Não há conclusão anunciada sobre a trajetória, apenas dados de mercado, liberções de tokens e métricas de uso que influenciam a percepção de sustentabilidade da alta.
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