- Em dezembro de dois mil e vinte e dois, a Galaxy, de Michael Novogratz, pagou US$ sessenta e cinco milhões pela operação de mineração de bitcoin Helios, no Texas.
- Em novembro de dois mil e vinte e quatro, fechou com a CoreWeave um contrato de locação de quinze anos para vinte e cinco por cento da capacidade de oitocentos megawatts do Helios.
- Em um ano, a CoreWeave assumiu 100% da capacidade, com o projeto ganhando escala acelerada e foco em infraestrutura de IA.
- A aprovação do Operador de Mercado Elétrico do Texas (ERCOT) deverá permitir que o Helios chegue a jusquá 1,6 gigawatts, ampliando significativamente a capacidade do local.
- A expectativa é que o Helios gere acima de US$ um bilhão anuais apenas com a CoreWeave, tornando o empreendimento uma peça central nos negócios de cripto e de data centers da Galaxy.
Na transação que impulsionou a ascensão da Galaxy, Michael Novogratz comprou uma operação de mineração de bitcoin no Texas, em Dickens County, por 65 milhões de dólares. O negócio foi fechado em dezembro de 2022, durante o recuo do setor cripto após o colapso de FTX. A aquisição envolveu a Helios, uma instalação parcialmente construída.
A operação integrada pela Galaxy em território barato, com energia de baixo custo, exigiu uma combinação complexa de resgate judicial e financiamento. A expectativa inicial era de controle de risco, embora a infraestrutura permanecesse em dificuldades operacionais por um tempo.
Em 2023, o movimento de Novogratz ganhou novas dimensões, com o preço do bitcoin em torno de 38 mil dólares no fim do ano. A Galaxy começou a reavaliar o uso do ativo adquirido, abrindo espaço para a ideia de infraestrutura de energia associada à IA.
Estrutura e contratos com IA
A partir de 2024, a Galaxy expandiu sua atuação vendendo serviços de tesouraria a empresas públicas que buscam acumular bitcoin. A CoreWeave, grande cliente, firmou contrato de locação com a mineradora Core Scientific, elevando o que se chama de infraestrutura de IA a negócios de longo prazo.
Em novembro de 2024, Novogratz assinou com a CoreWeave um arrendamento de 15 anos para 25% da capacidade do data center Helios, de 800 megawatts. Um ano depois, a CoreWeave já avaliava alugar 100% da capacidade.
Potencial de escala e ajustes
A aprovação do operador elétrico do Texas, ERCOT, permitiu ampliar o Helios para 1,6 gigawatts. A expectativa é que a planta gere receita ao longo de 2026, com projeção de mais de 1 bilhão de dólares anuais apenas com a CoreWeave.
Conforme o portfólio cresce, a Galaxy mira reorganizar as áreas de cripto e infraestrutura. A possibilidade de separação entre os negócios é analisada, caso os mercados exijam clareza maior para investidores.
Contexto e atuação no mercado
Ao longo de 2025, a Galaxy consolidou-se entre as maiores credoras do setor cripto. A empresa atua como banco de investimento e gestora de tesouraria para mais de 20 companhias que buscam diversificar ativos digitais, somando bilhões de dólares sob gestão.
Para Novogratz, a combinação entre criptografia e infraestrutura de IA reforça a posição da Galaxy. A estratégia envolve capitalização de ativos digitais e expansão de data centers, com foco em eficiência energética e oportunidades regulatórias.
Entre na conversa da comunidade