- O Banco Central decretou hoje a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, conglomerado pequeno do segmento S4, com 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
- A medida foi motivada pela deterioração da situação econômico-financeira da instituição, pela queda de liquidez e por infrações às normas regulatórias.
- O controlador é Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master de Daniel Vorcaro; o Pleno havia sido vendido do Master para Lima em setembro de 2025, com a mudança de nome autorizada pelo BC a partir de 11 de agosto.
- O BC tornou indisponíveis os bens de controladores e administradores da instituição.
- O histórico do Pleno inclui origem como Banco Voiter, ligações com antigos controladores da BM&F, atuação no mercado de capitais, abertura de capital na B3 em 2008 e aporte de Roberto de Rezende Barbosa em 2020; o Master adquiriu o Pleno no fim de 2024.
O Banco Central decretou, nesta quarta-feira pela manhã, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. O anúncio aponta que o conglomerado é de porte pequeno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, com líder institucional o Banco Pleno.
Segundo o BC, a liquidação ocorreu devido ao comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da liquidez e infrações às normas que disciplinam a atividade, além de inobservância às determinações do próprio BC. O objetivo é, afirmou o regulador, proteger o sistema financeiro.
O Pleno era conhecido como Banco Voiter e pertencia a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro. O BC também tornou indisponíveis os bens de controladores e administradores da instituição. O estreito laço com antigos gestores é apontado como parte do contexto regulatório.
Histórico do grupo e operação de venda
Conforme dados do BC, o Voiter foi vendido ao Banco Master em setembro de 2025, enquanto o BRB avaliava a aquisição do controle do Master. Lima havia deixado o Master em 2024. O contrato de venda foi assinado em junho de 2025, com a transferência de controle e a mudança de nome para Pleno autorizadas pelo BC a partir de 11 de agosto.
Lima é empreendedor baiano, criador de credito consignado por meio do Credcesta, que teve atuação ligada a uma unidade de empréstimos do Master, uma das áreas mais lucrativas do grupo. A relação entre controladores e operações históricas do Pleno é mencionada como parte do histórico do conglomerado.
Contexto regulatório recente
O Pleno teve origem diversas décadas atrás e atuou no mercado de capitais, com atuação em crédito a empresas e tesouraria, abrindo capital na B3 em 2008. Em 2020, o banco recebeu aporte de capital de Roberto de Rezende Barbosa, que passou a controlar a instituição e, no fim de 2024, vendeu-a ao Master. O desdobramento desta liquidação ocorre no atual ciclo de ajustes regulatórios do setor.
Entre na conversa da comunidade