- No pré-mercado, os contratos futuros dos principais índices recuam, com Dow Jones caindo 0,26%, S&P 500 -0,22% e Nasdaq -0,1%, diante do aumento de tensão no Oriente Médio.
- A Petrobras publica, hoje, o resultado do primeiro trimestre de 2026 com expectativa de lucro líquido de R$ 30,5 bilhões, EBITDA de R$ 63,9 bilhões e receita líquida de R$ 135 bilhões.
- O desempenho da estatal deve ser impulsionado pela alta de 3,2% da produção no 1T26, para 2,58 milhões de barris por dia, com avanços em Búzios e Mero.
- O preço do petróleo contribui: o Brent ficou em US$ 81,13 no trimestre, com pico de US$ 126 em março, e as exportações da Petrobras cresceram 61,2%, puxadas pelas importações da China.
- Em contrapartida, a valorização do real pode ter reduzido parte das receitas de exportação, e o resultado pode apresentar queda em relação aos US$ 35,2 bilhões de lucro observados no mesmo período do ano anterior; a divulgação ocorre após o fechamento da bolsa.
Os mercados iniciaram a semana com quedas discretas no pré-mercado. Dow Jones recua 0,26%, S&P 500 cai 0,22% e Nasdaq perde 0,1%, diante do aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio. Na sexta, Wall Street havia atingido recordes impulsionados pelo relatório de empregos.
O relatório de emprego de abril mostrou criação de 115 mil vagas, acima das 55 mil estimadas. A melhora sinalizou robustez econômica e maior consumo, empurrando o S&P 500 a recorde de fechamento e o Nasdaq a outro patamar histórico. No entanto, o humor mudou neste fim de semana.
O cenário geopolítico voltou a pesar, após a rejeição pelo presidente Donald Trump da contraproposta do Irã. A resposta iraniana previa fim de guerras, retirada de sanções sobre petróleo e reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz, condições rejeitadas por Washington. Isso elevou o risco de conflito e pressionou o petróleo para cima.
Petrobrás e petróleo
No front exclusivo de empresas, a Petrobras (PETR4) deve divulgar os resultados do 1T26, com estimativas de lucro líquido de R$ 30,5 bilhões, EBITDA de R$ 63,9 bilhões e receita líquida de R$ 135 bilhões. A produção da estatal cresceu 3,2% no trimestre, para 2,58 milhões de barris por dia, com avanços em Búzios e Mero.
O preço do petróleo também sustenta a prévia. O Brent subiu para US$ 103,66 por barril, alta de 2,3% no período. A média do Brent no trimestre anterior era de US$ 81,13, com máximas em torno de US$ 126 em março. As exportações da Petrobras cresceram 61,2%, com China liderando as compras.
Perspectivas para o mercado
A evolução de Petrobras pode pesar no Ibovespa, dado o peso da empresa no índice. Analistas aguardam o fechamento dos números para entender o impacto no humor local. Enquanto isso, o dia segue influenciado pelos índices de Nova York e pelas notícias sobre o conflito no Oriente Médio. O resultado de Petrobras será divulgado após o fechamento.
Indicadores relevantes
Brasil: Focus e outros dados operam como pano de fundo. EUA: venda de casas usadas de abril deve registrar 4,05 milhões, frente a 3,98 milhões anteriores. As informações do cenário externo ajudam a calibrar o movimento de ações e commodities no curto prazo.
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