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Ações da Nvidia em 2026: perspectivas e tendências

Rubin e Vera prometem ganho de desempenho, com a Nvidia mirando até 3,3x; a China reabre, mas tarifas de 25% e entraves regulatórios limitam a expansão

2026 tende a ser um ano mais complexo e decisivo para a companhia
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  • A Nvidia encerrou 2025 com alta de mais de 35% nas ações e espera crescimento de receitas superior a 63% no exercício fiscal que termina em janeiro.
  • Em 2026, a empresa planeja lançar a arquitetura Rubin (R100) após o Blackwell Ultra, além de integrar o Vera CPU num “superchip” que pode entregar até 3,3 vezes o desempenho do Blackwell Ultra.
  • O Blackwell Ultra (B300) deverá dobrar os embarques em 2026, trazendo 288 GB de memória HBM3e e aumentando a capacidade de IA em relação ao B200.
  • O Rubin utilizará um processo de 3 nanômetros e memória HBM4, com expectativa de atender modelos de trilhões de parâmetros; a arquitetura deve ampliar o desempenho e a memória.
  • A reabertura parcial do mercado chinês em 2026, com envio do H200 à China a partir de fevereiro, pode recuperar parte da receita, mas há restrições regulatórias e exigência de aprovação por clientes locais.

A Nvidia encerrou 2025 com valorização superior a 35% das ações, impulsionada pela demanda por GPUs líderes de mercado. Em 2026, a receita deve passar de 63% no próximo exercício fiscal, que se encerra em janeiro. O cenário envolve avanços tecnológicos e pressão de custos.

A companhia mantém um cronograma anual de lançamentos: novas arquiteturas a cada dois anos e versões Ultra entre elas. Em 2026, a expectativa é pelo Rubin, após o Blackwell Ultra, com avanços de memória e eficiência para IA de grande escala.

Novos produtos

O Blackwell Ultra (B300) e o GB300 devem elevar volumes de embarques em 2026. Esses chips trazem 288 GB de memória HBM3e e desempenho superior para modelos de próxima geração, como o GPT-5, com ganho de cerca de 1,5 vez na IA e 50% a mais de memória em relação ao B200.

Mais adiante, o Rubin (R100) migraria para 3 nm e memória HBM4, para suportar modelos com trilhões de parâmetros. O Rubin integrará a Vera CPU num provável “Superchip” de nova geração, prometendo desempenho até 3,3 vezes o do Blackwell Ultra.

Reabertura do mercado chinês

A Nvidia planeja iniciar envios do H200 para a China a partir de fevereiro de 2026, após mudanças na política dos EUA no fim de 2025. As vendas devem sofrer uma taxa de 25% para o governo norte-americano, afetando a receita.

Entretanto, reguladores chineses atuam com cautela para reduzir dependência de inovações dos EUA. Compradores chineses deverão justificar a insuficiência de fornecedores locais, o que pode restringir o crescimento.

A economia da IA

Investidores de grandes clientes demandam retornos mensuráveis sobre IA, pressionando decisões de infraestrutura. A lucratividade em larga escala ainda não é consenso, o que impacta margens de GPUs da Nvidia no longo prazo.

A inferência, que exige vazão, latência e custo por consulta, tende a reduzir a dependência de GPUs de treino. Mesmo com ganhos de flexibilidade, a configuração ideal de hardware pode mudar com a consolidação da IA.

A concorrência e o ecossistema

Grandes clientes, como Google e Amazon, desenvolvem silício próprio para inferência. Alternativas abertas de CUDA ficam mais presentes com AMD e concorrentes que avançam no ecossistema.

A Broadcom surge como alternativa ao colaborar com hyperscalers em ASICs de IA personalizados. A AMD prepara o Instinct MI400 em 2026, com HBM4, mirando equilíbrio entre custo e desempenho.

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