- Em 2025, fundos multimercados globais tiveram rendimento próximo de 12,6%, o melhor desempenho desde 2009.
- No Brasil, o IHFA fechou 2024 com alta de 15,33%, sinalizando a recuperação da renta da classe após ciclos de resgates.
- A normalização dos fluxos de recursos interrompeu o ciclo de resgates, permitindo aos gestores executar estratégias com mais eficiência.
- A volatilidade, eleições no Brasil e incertezas globais contribuíram para ganhos, com o dólar em queda e o Ibovespa em alta no ano.
- Para 2026, a captação tende a crescer se a taxa de juros cair; mudanças tributárias também podem tornar os multimercados mais atrativos.
A notícia aponta que 2025 foi o ano de renascimento dos fundos multimercados, com melhoria expressiva de desempenho após ciclos de resgates e rentabilidade fraca. O universo global de hedge funds passou por tensões, mas voltou a registrar ganhos, conforme dados de empresas de pesquisa.
No Brasil, o IHFA, índice de hedge funds da ANBIMA, fechou o ano com alta de 15,33%, sinalizando recuperação da rentabilidade e encerrando um período de desempenho modesto. O movimento ocorreu após fluxos de saída que pressionaram liquidez e estratégias em anos anteriores.
Segundo especialistas, a reversão está ligada à normalização dos fluxos de capitais, permitindo que gestores operem sem vendas forçadas e com maior eficiência na execução de estratégias. O retorno, porém, depende de juros, disciplina das gestoras e confiança dos investidores.
Volatilidade como aliada
A volatilidade elevada, causada por incertezas eleitorais e ruídos políticos, favoreceu fundos de mandato flexível, que conseguem gerar retorno descorrelacionado. Executivos destacam que o ambiente macro e a desvalorização do dólar contribuíram para a performance.
Parte relevante da melhora veio do cenário global, com o Ibovespa e o real apresentando altas expressivas. A combinação favorece a atuação dos multimercados, que buscam ganhos onde a renda fixa não alcança e onde movimentos de mercado são menos previsíveis.
O setor brasileiro passa por maturação e maior profissionalização, com menor espaço para estratégias pouco diferenciadas. Gestoras mantêm foco em governança, gestão de risco e retorno descorrelacionado, além de consolidação e maior seletividade por parte dos investidores.
Perspectivas e gatilhos para 2026
Especialistas veem 2026 como temporada de captação, desde que haja continuidade de queda gradual de juros. A expectativa é de que o Copom mantenha a taxa, com projeção de 12,25% ao fim de 2026, segundo pesquisas do mercado.
Reduzir a atratividade da renda fixa pode favorecer multimercados, especialmente se houver mudanças tributárias, como taxação de títulos isentos em estudo. Dados históricos indicam que multimercados costumam performar bem em ciclos de queda da Selic, fortalecendo a recuperação de fluxos.
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