- Bitcoin caiu abaixo de 89 mil dólares, pressionado por uma atuação do Federal Reserve mais hawkish e tensões no Oriente Médio.
- Convicção dos traders enfraquece, com o interesse em contratos futuros caindo 42% e avanços sendo rapidamente revertidos por vendas.
- Investidores institucionais ficaram cautelosos, com saídas de ETFs de Bitcoin somando $160 million nos últimos três pregões.
- O cenário de política monetária permanece como peso: Jerome Powell sinalizou pouca urgência para cortar juros, mantendo a meta entre 3,5% e 3,75%.
- Tensões geopolíticas aumentam a incerteza, levando investidores a buscar ativos de refúgio, o que tende a reduzir o apetite pelo Bitcoin.
Bitcoin recua e fica abaixo de 89 mil dólares após falha de sustentação de recuperação, pressionado por condições financeiras mais restritivas e tensões geopolíticas que afetam ativos de risco.
Analistas apontam que a cautela aumenta diante de uma postura do Federal Reserve que segue neutra a hawkish, aliada a tensões no Oriente Médio que reduzem a demanda por ativos especulativos. A avaliação é de Samer Hasn, analista sênior de mercado da XS.com.
O recuo ocorre em meio a sinais de enfraquecimento da crença de alta. Dados de derivativos indicam queda de 42% no open interest de futuros de cripto, sugerindo menor disposição a assumir riscos.
Investidores institucionais mostram postura defensiva. Dados de outflows em ETFs de Bitcoin sinalizam retirada de US$ 160 milhões nas últimas três sessões de negociação, conforme registro da SoSoValue.
A volatilidade persiste, e grandes players parecem manter posição de espera. Enquanto o ouro ganha atratividade entre investidores, o fluxo para ativos digitais permanece contido, com pouca entrada de dinheiro novo.
O pano de fundo de política monetária segue como entrave. O chair do Fed, Jerome Powell, sinalizou pouca urgência para cortar juros, mantendo a taxa acima de 3,5% e abaixo de 3,75%.
Especialistas destacam ainda disputas internas no Fed e questões de liderança, somadas a tensões militares recentes, como fatores que afastam o risco de ativos digitais. Analistas veem Bitcoin como ativo de maior risco em cenário de incerteza.
Tensionamentos geopolíticos ajudam a explicar o deslocamento de capital para ativos tradicionais, segundo avaliação de analistas. Em paralelo, o otimismo regulatório nos EUA permanece incerto, elevando a percepção de risco para o mercado de criptomoedas.
O cenário aponta para maior cautela entre gestores institucionais, que evitam ampliar exposições até que haja maior clareza regulatória e sinais de liquidez no mercado. As autoridades financeiras seguem observando os impactos dessas dinâmicas no ecossistema cripto.
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