- As taxas dos DIs curtos fecharam em queda firme após o Copom manter a Selic em 15% ao ano e sinalizar a possibilidade de iniciar cortes em março.
- O mercado passou a precificar 82% de chance de corte de 50 pontos-base da Selic em março, ante 18% para 25 pontos-base.
- Entre os contratos mais longos, houve recuo menor: DI para janeiro de 2028 ficou em 12,695% (queda de 9 pontos-base) e DI para janeiro de 2035, em 13,31% (queda de 3 pontos-base).
- No exterior, os rendimentos de Treasuries recuaram no fim da tarde, após o Fed manter a taxa entre 3,50% e 3,75%; o Treasury de dez anos caiu para 4,223%.
- O governo brasileiro informou déficit primário de R$ 13,008 bilhões em 2025 (0,1% do PIB), com rombo total de R$ 61,691 bilhões (0,48% do PIB); foram fechadas 618.164 vagas formais em dezembro, resultando em saldo anual positivo de 1.279.498 vagas.
As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a quinta-feira (29) em queda firme, com o mercado ajustando as apostas em um corte de 50 pontos-base na Selic em março. A sinalização do Copom, de manter a Selic em 15% ao ano, mas abrir espaço para cortes, fundamentou o movimento.
Entre os contratos mais curtos, a taxa para janeiro de 2028 ficou em 12,695%, queda de 9 pontos-base, em comparação com 12,787% na véspera. Para janeiro de 2035, a taxa recuou 3 pontos-base, a 13,31%.
O recuo das taxas curtas foi impulsionado pelo Copom, que comunicou que iniciará o ciclo de flexibilização, se o cenário de inflação permitir. O comunicado enfatizou que a inflação deverá convergir à meta, mantendo restrições adequadas.
Reação do mercado
A precificação para o próximo encontro do Copom subiu, com 82% de probabilidade de corte de 50 pontos-base em março, ante 18% para 25 pontos-base. Na véspera, o mercado via 60% e 40%, respectivamente.
Analistas citados pela Agência Reuters comentaram que a leitura do Copom foi conservadora, mas o ambiente de inflação mais amena favorece cortes maiores. O Banco Central reiterou que a estratégia depende da evolução da inflação.
Desempenho de longo prazo e cenário externo
As taxas dos DIs longos passaram a se aproximar da estabilidade, após picos de tensão com a abertura de Wall Street e dados de tecnologia dos EUA.
Externamente, o rendimento do Treasury de 10 anos caiu para 4,223% ao fim da tarde, em meio a expectativa de continuidade da pausa do Federal Reserve na taxa de juros.
Dados fiscais e mercado de trabalho
Pelo lado fiscal, o governo divulgou déficit primário de R$ 13,008 bilhões em 2025, equivalente a 0,1% do PIB, dentro da meta de zero com margem de 0,25 ponto percentual. O rombo total foi de R$ 61,691 bilhões, 0,48% do PIB.
No mercado de trabalho, o Brasil informou fechamento de 618.164 vagas formais em dezembro, superando projeções. O saldo de 2025 ficou em 1.279.498 vagas, pior resultado desde 2020.
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