- Bancos de investimento avaliam que as ofertas de ações de empresas brasileiras devem crescer em 2026, impulsionadas pela expectativa de corte de juros pelo Banco Central em março.
- Bruno Boetger, do Bradesco, afirma que existem cinco candidatas para realizar ofertas adicionais de ações, com possibilidade de surgirem mais outras cinco.
- IPOs e ofertas no exterior já começaram bem: PicPay levantou US$ 434 milhões; Agibank planeja IPO nos EUA em 10 de fevereiro com valuation em torno de US$ 3,3 bilhões; MDNE realizou uma venda adicional de ações no Brasil em R$ 483 milhões.
- O setor imobiliário tende a se beneficiar da queda de juros, com projeção de mais ofertas locais especialmente de construtoras, shoppings e varejo, segundo executivos do mercado.
- Em janeiro, o ingresso líquido de capital estrangeiro na B3 somou R$ 26,3 bilhões; especialistas destacam que o Brasil atrai investidores externos, ainda que o mercado brasileiro permaneça volátil.
A venda de ações de empresas brasileiras deve crescer em 2026 pela segunda ano seguido, segundo executivos de bancos de investimento ouvidos pela Bloomberg News. A expectativa de queda da Selic, a partir de março, pode estimular a migração de investidores de títulos para ações. Fundos estrangeiros também movimentam capital em direção a mercados emergentes.
Os bancos apontam que o cenário atual favorece novas ofertas de ações, com maior interesse de setores como imobiliário, varejo e infraestrutura. Estudo interno mostra cinco candidatas para ofertas adicionais, com possibilidade de mais cinco nomes no radar.
O desempenho de 2025 já aponta recuperação. O total de ofertas de ações no Brasil somou R$ 35,8 bilhões, alta de 22% ante 2024, segundo a Bloomberg. Mesmo assim, o valor fica distante do recorde de 2021, quando houve maior atuação.
Panorama de ofertas e crédito
Entre as candidatas citadas, empresas imobiliárias aparecem entre as mais beneficiadas pela queda de juros, segundo Bruno Boetger, executivo do Bradesco. Ele mencionou também construtoras, shoppings e varejo como potenciais emissores.
A expectativa é de que março traga sinalizações sobre a taxa básica, abrindo janela para novas ações ainda no primeiro semestre. Entre investidores, há expectativa de uma recuperação gradual do mercado de capitais brasileiro neste ano.
Perspectivas para 2026 e demanda estrangeira
Também houve destaque para a migração de capital estrangeiro para o Brasil. O ingresso líquido de recursos no pregão brasileiro em janeiro atingiu R$ 26,3 bilhões, superando o total do ano anterior. Analistas veem potencial de mais IPOs locais, sobretudo em infraestrutura, conforme Itaú BBA e Morgan Stanley apontam.
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