- O New York Times informou que o Irã apresentaria uma abertura secreta para conversar sobre o fim do conflito, mas autoridades permanecem céticas quanto a uma saída rápida.
- O FTSE 100, da Grã-Bretanha, subiu mais de 50 pontos, com mineração e companhias aéreas liderando os ganhos; o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,2%.
- O dólar recuou 0,2%; o petróleo Brent caiu para cerca de US$ 82,50 o barril, depois de alta recente acima de US$ 84; o gás natural europeu caiu 9,5%.
- O tráfego de mercadorias pelo estreito de Hormuz segue amplamente paralisado, apesar de declarações de proteção ao fluxo de energia.
- O presidente dos Estados Unidos afirmou que a marinha poderá escoltar navios pelo estreito de Hormuz, se necessário, para garantir o fluxo de energia mundial; milhares de britânicos presos no Oriente Médio retornaram a casa conforme aumento de voos.
Os mercados europeus reagiram de forma positiva a um relatório do New York Times que aponta uma tentativa de cometimento de “abertura secreta” por parte do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A notícia surge após dias de quedas em índices globais.
Segundo o jornal, operativos do Ministério de Inteligência do Irã teriam entrado em contato indiretamente com a CIA um dia após os ataques iniciais, propondo discutir termos de cessar-fogo. Autoridades consultadas, porém, mostram ceticismo no curto prazo quanto a avanços reais.
Ações na Europa subiram após a divulgação, com o FTSE 100 acima de 50 pontos (0,5%) impulsionado por mineradoras e companhias aéreas. O índice pan-európeu Stoxx 600 avançou 1,2% nesta quarta-feira.
Mudanças no cenário de energia e moedas
O dólar recuou 0,2% frente a outras moedas, enquanto o Brent recuou para cerca de US$ 82,50 por barril, após alta próxima de 84. O gás natural europeu caiu 9,5% após alta de 60% nos dois dias anteriores.
Especialistas acrescentam que a percepção de disponibilidade de negociação pode não se traduzir em queda contínua dos preços, condicionada a cessar de ataques e a retorno da normalidade comercial.
Situação no Golfo e respostas políticas
Em meio a interrupções, o tráfego pelo estreito de Hormuz, rota-chave de petróleo e gás, permanece reduzido. O governo dos EUA sinalizou disponibilidade para proteger navios e oferecer seguro político de baixo custo a embarcações que circulam na região.
Analistas veem a possibilidade de seguro para navios no Estreito como fator decisivo para evitar oscilações prolongadas no mercado de energia, caso seja implementado com efetividade.
Desdobramentos logísticos e humanos
Milhares de britânicos presos no Oriente Médio começaram a retornar ao país, com companhias aéreas ampliando voos de saída. A situação humanitária e logística continua acompanhada de perto pelos mercados e governos.
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