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Solomon, do Goldman Sachs, vê reação benigna do mercado à guerra

David Solomon comenta surpresa com a reação benigna dos mercados à guerra no Oriente Médio; levará semanas para entender impactos, com o petróleo em alta

Investidores avaliam se o conflito se tornará um evento mais prolongado e começará a afetar o consumo, disse David Solomon (Foto: Giuliano Berti/Bloomberg)
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  • O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, disse estar surpreso com a reação “benigna” dos mercados ao conflito no Oriente Médio, em Sidnei, na manhã de quarta-feira (4).
  • Ele afirmou que levará semanas para entender melhor o cenário e que é difícil especular diante de tantas incógnitas, enquanto investidores observam se o conflito será mais prolongado.
  • O mercado reagiu com o S&P 500 caindo menos de 1% na segunda e na terça-feira; já o MSCI Asia Pacific Index chegou a cair até 4,5% e o Kospi, da Coreia do Sul, mais de 12%.
  • O Brent ultrapassou US$ 82 por barril, após subir cerca de 12% em dois dias, alimentando temores de inflação e de custos de energia.
  • Solomon explicou que, embora haja preocupação com crédito privado de US$ 1,8 trilhão, os problemas parecem idiossincráticos e não indicam deterioração generalizada; a economia dos EUA continua sólida, o que dificulta identificar riscos de crédito.

David Solomon, CEO do Goldman Sachs Group, disse que ficou surpreso com a reação “benigna” dos mercados ao conflito no Oriente Médio. O comentário foi feito durante a Cúpula de Negócios da Australian Financial Review, em Sidney, na manhã de quarta-feira.

Segundo Solomon, ainda é cedo para entender as consequências, pois há muita coisa desconhecida. Ele acrescentou que investidores avaliam se o conflito pode se prolongar e afetar o consumo.

Os EUA garantiram a segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, o que ajudou a acalmar parte dos nervos do mercado. No entanto, a guerra no Irã provocou impactos regionais, com Israel atingindo alvos em Teerã e o Irã respondendo com mísseis contra o Catar, Bahrein e Omã.

Reação global e volatilidade

O S&P 500 caiu menos de 1% na segunda e na terça-feira, ajudado pela força de bolsas de tecnologia. Paralelamente, o MSCI Asia Pacific caiu até 4,5% e o Kospi, da Coreia do Sul, superou 12%.

A rúpia indiana atingiu novo recorde de fraqueza ante temores de inflação com energia mais cara. Títulos do Tesouro recuaram diante de preocupações com a inflação, enquanto o dólar ganhou terreno.

O Brent chegou a superar US$ 82 por barril, após registrar alta de cerca de 12% em dois dias, o maior ganho desde 2020. A atenção permanece sobre a possibilidade de óleo chegar a níveis mais altos.

Crédito privado e perspectiva econômica

Solomon comentou sobre o mercado de crédito privado de US$ 1,8 trilhão, afirmando que houve poucos problemas idiossincráticos, sem indicar deterioração generalizada. A economia dos EUA, segundo ele, tem mostrado resiliência.

Quando houver um ciclo de crédito ou desaceleração, o executivo disse que a visibilidade sobre áreas de maior risco deverá aumentar.

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