- Bancos passaram a prever manutenção da Selic ou queda menor: queda de 0,25 ponto percentual passou a ser a expectativa mais comum, com fluxo de dados apontando maior risco externo devido ao conflito no Oriente Médio.
- XP revisou a avaliação para manter a taxa básica estável, citando uma “abordagem mais cautelosa” pelo Copom e piora no cenário de inflação.
- BNP Paribas sinaliza que Copom pode adiar o início do ciclo de afrouxamento para a reunião de abril, com mais clareza sobre atividade doméstica e geopolítica.
- Itaú, Goldman Sachs, Bank of America, Santander e BTG Pactual passaram a projetar corte de 0,25 ponto percentual da Selic.
- O choque do petróleo elevou o Brent acima de US$ 100 o barril, contribuindo para volatilidade e maior cautela na formação de expectativas de política monetária.
Bancos revisaram suas projeções para a trajetória da Selic diante do agravamento externo e da escalada do petróleo após o conflito no Oriente Médio. Movimentos passaram de cortes de 0,50 ponto para sugestões de estabilidade ou redução menor.
A XP passou a prever manutenção da taxa básica, citando uma abordagem mais cautelosa do Copom. A instituição aponta que o fluxo de dados desde a última reunião piorou o cenário para a inflação.
Outras instituições, incluindo Itaú, Goldman Sachs, BNP Paribas, Bank of America, Santander e BTG Pactual, passaram a considerar um recuo menor de 0,25 ponto percentual. A expectativa de corte maior diminuiu.
Mercado e fatores de risco
Segundo o BNP Paribas, o Copom poderia adiar o início do ciclo de afrouxamento para a reunião de abril, com mais clareza sobre atividade doméstica e geopolítica. Ainda assim, haverá cautela.
Para o BTG Pactual, o choque recente no petróleo e a incerteza sobre sua persistência justificam um início de ciclo mais conservador. O grupo sinaliza 0,25pp e continuidade do ciclo conforme o cenário evoluir.
A escalada do conflito elevou o Brent a acima de US$ 100, com alta de cerca de 40% desde 28 de fevereiro. Além disso, a inflação medida pelo IPCA ficou acima do esperado e a atividade econômica permanece aquecida.
Mercado de juros futuros chegou a reduzir apostas de corte da Selic de 48,3 pontos-base para 21 pontos. O recuo reflete a maior cautela diante do cenário externo e de dúvidas sobre a condução da política.
No Copom de janeiro, o BC indicou que cortaria a Selic em março se o cenário se mantivesse anterior. A instituição ressaltou a necessidade de manter a convergência da inflação à meta com serenidade.
Nilton David, diretor de política monetária, disse que a calibragem para a próxima reunião seria cuidadosa. Ele reforçou que a política monetária pode exigir ajustes sem deixar a emoção dominar os dados.
Relatórios de bancos apontam que o custo de credibilidade também pesa. Mesmo com o choque do petróleo, há linha de atuação que evita a inação, mantendo o ritmo de cortes sob observação.
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